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Canetas emagrecedoras: por que elas estão em alta e quais as precauções necessárias

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Reportagem/Juliana Castelo
Elas têm conquistado o coração (e a cintura) de muitas pessoas em busca de uma solução prática e eficaz para perder peso: se você pensou nas canetas emagrecedoras, acertou em cheio. Esses dispositivos são usados para a aplicação de medicamentos que ajudam no controle do apetite e na tão sonhada queima de gordura. Mas será que essa alternativa precisa de precauções?
A professora do curso de Farmácia do Centro Universitário Estácio São Luís, Elisângela Motta, explica que o objetivo original desses medicamentos era tratar a diabetes tipo 2. “Elas agem sobre os hormônios intestinais relacionados à sensação de saciedade e ao controle glicêmico. Desde a aprovação do primeiro desses medicamentos, o Victoza®, pelo FDA (Food and Drug Administration) em 2010 nos Estados Unidos para o tratamento do diabetes tipo 2, essa classe de medicamentos se consolidou como uma das abordagens mais eficazes no controle tanto do diabetes quanto da obesidade”, afirma.
Isso acontece porque essas canetas contêm medicamentos que ajudam a controlar a fome e fazer com que você se sinta satisfeito por mais tempo. Dois dos principais componentes são a semaglutida e a liraglutida, que imitam um hormônio chamado GLP-1. Esse hormônio é responsável por avisar o cérebro quando estamos satisfeitos após as refeições.
Além disso, existe outro medicamento chamado tirzepatida, que não só age como o GLP-1, mas também atua em outro hormônio chamado GIP. Esses hormônios aumentam depois que comemos e ajudam o corpo a sentir menos fome.
No entanto, antes de correr para adquirir a sua, é fundamental ter algumas precauções em mente. Consultar um médico é imprescindível, já que o uso inadequado desses medicamentos pode trazer efeitos colaterais indesejados e até mesmo comprometer a saúde.
“Náuseas, vômitos, constipação, diarreia, dor abdominal, fadiga, tonturas, hipoglicemia, reações no local da injeção ou dor de cabeça podem acontecer. É importante discutir com o seu médico os potenciais benefícios e riscos. Esse profissional considerará seu histórico médico, condições de saúde atuais e medicamentos em uso para avaliar se o tratamento é adequado para você”, orienta Elisângela. Além disso, é essencial entender que as canetas não são uma solução mágica: elas devem ser aliadas a uma alimentação balanceada e à prática regular de exercícios físicos.
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