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MA registra queda na mortalidade por aids: apesar da melhora nos números, ainda é importante prevenir

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Por Elainy Castro

As mortes por aids caíram no Maranhão nos últimos dez anos. De acordo com o Ministério da Saúde, a cada 100 mil habitantes, 5,2 iam a óbito por conta da doença há dez anos, quantitativo que caiu para 4,8, totalizando 7,6% de redução. O Boletim Epidemiológico sobre HIV/aids apresentado pelo órgão público também aponta taxa de detecção da doença no estado de 18,5 casos por 100 mil habitantes. São Luís detectou 38 casos.

A infectologista do Hapvida NotreDame Intermédica, Priscila Merlos, explica que a queda no número de óbitos se dá pela política de saúde do Brasil, que é referência mundial em acessibilidade e qualidade dos medicamentos, entre outras características.

“Qualquer pessoa que seja portadora do vírus HIV no país tem direito a fazer todo o tratamento, incluindo exames e obtenção de remédios, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Esses fatores permitiram que o Brasil aumentasse o número de pacientes que são tratados de forma adequada. Sabemos que, quando há o procedimento correto, estende-se a expectativa de vida do indivíduo”, afirma.

PREVENIR É UM IMPERATIVO

Apesar da queda nos índices de morte, a prevenção continua sendo um imperativo para evitar novos casos da doença causada pela infecção do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), que ataca o sistema imunológico.

Priscila destaca que o sexo seguro é a melhor forma de evitar o contágio. O uso de preservativo, além de proteger em relação ao contágio da aids, evita ainda outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), que podem ser causadas não só por vírus mas por outros microrganismos.

“Eu costumo falar que todo mundo que tem uma relação sexual está suscetível à contaminação pelo vírus HIV, tendo em vista que a transmissão se dá, de maneira geral, pela atividade sexual desprotegida. A orientação é que o indivíduo não se exponha de forma inadequada, sempre use camisinha, inclusive na relação oral”, indica.

Outras formas de prevenção são: a utilização de seringas e agulhas descartáveis e o uso de luvas para manipular feridas e líquidos corporais.

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