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Guerra e paz dentro de casa

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Aprenda a separar (ou não) as brigas entre irmãos no dia a dia
Reportagem/Juliana Castelo
Disputas entre irmãos são uma parte comum da vida em família. Partilha de brinquedos ou telas, discussões sobre o espaço da casa ou até mesmo disputas pela atenção dos pais. Mas, afinal, até que ponto essas brigas são normais e quando os pais precisam intervir? Segundo os especialistas, a chave está em separar o que são disputas saudáveis do que exige mediação ativa dos pais ou responsáveis.
Em casa, o embate entre irmãos faz parte do desenvolvimento. “Aprender a negociar, a ceder e a lidar com a frustração são habilidades essenciais que as crianças e jovens desenvolvem nos momentos de conflito”, explica a professora do curso de Psicologia da Estácio, Renata Borges.
Geralmente as discussões se resolvem em poucos minutos, sem deixar mágoas duradouras. Nesses casos, o recomendado é que os pais observem de longe, permitindo que os irmãos busquem formas de resolver sozinhos seus conflitos. “Mas quando eles se tornam mais frequentes, intensos ou envolvem agressões físicas, agressões verbais graves ou humilhação, os pais precisam intervir”, aponta a especialista. Renata destaca ainda que se um dos irmãos demonstra medo do outro, manifesta sinais de isolamento, queda no desempenho escolar ou sintomas de ansiedade e depressão, o sinal de alerta também deve se acender.
COMO INTERVIR
Algumas estratégias podem fazer com que a mediação da família funcione melhor. A escuta ativa, por exemplo, é uma recomendação da especialista. “Ouvir o lado de cada um na situação sem julgamento; estabelecer limites e regras de respeito, esclarecendo que empurrar ou xingar não é permitido, por exemplo; reforçar sempre os momentos de colaboração entre irmãos e mostrar exemplos de relações saudáveis de convívio em adultos também são ótimas opções”, complementa a psicóloga.
Outras práticas também ajudam a criar laços entre os irmãos e a evitar que os conflitos surjam. “Promover momentos de cooperação e designar tarefas e responsabilidades, tanto individuais como coletivas, pode ajudar a formar um senso de parceria”, destaca a profissional. Essas tarefas podem ser algo simples, como arrumar juntos a mesa ou cuidar de um animal de estimação. Outra recomendação é evitar comparações, preferindo, em vez disso, valorizar talentos ou qualidades únicas de cada filho. “Atitudes assim podem fazer toda a diferença para a paz em casa”, conclui.
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