spot_img
spot_img

Propaganda

spot_img

MA deve registrar mais de mil casos de câncer de colo de útero só este ano

spot_img
Compartilhe:
Com alta incidência no Brasil, a doença pode ser evitada com vacinação e diagnóstico precoce, destaca especialista
Reportagem/Jherry Dell’Marh
O câncer do colo do útero ainda é um dos principais desafios de saúde pública no Brasil: é a quarta causa de morte por neoplasia entre mulheres, com cerca de 7,2 mil óbitos por ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). No Maranhão, a estimativa do instituto é de mais de mil casos só este ano — a segunda maior incidência entre mulheres, perdendo apenas para o câncer de mama.

Por trás desses números está, na maioria dos casos, um mesmo fator: a infecção persistente pelo papilomavírus humano (HPV), principal responsável pelo desenvolvimento do câncer do colo do útero. É justamente essa relação direta entre o vírus e a doença que reforça a importância das ações do Março Lilás. Ao longo do mês, a campanha chama atenção para a necessidade de prevenção, vacinação e realização periódica do exame preventivo (Papanicolau), estratégias capazes de identificar alterações ainda em estágios iniciais e reduzir significativamente os índices de mortalidade.

SINAIS

O câncer do colo do útero tem evolução lenta e, nos estágios iniciais, costuma não apresentar sintomas. Em fases mais avançadas, podem surgir sinais como sangramento vaginal fora do período menstrual, após relações sexuais ou na menopausa, além de corrimento persistente.

Segundo o ginecologista da Hapvida, André Buarque, outros sintomas também podem indicar alerta. “Sangramento vaginal anormal, corrimento persistente, constipação, trombose em membros inferiores e insuficiência renal”, exemplifica.

O especialista reforça que o cuidado preventivo deve fazer parte da rotina das mulheres. “Mesmo na ausência de sintomas, é fundamental manter os exames em dia. O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de tratamento eficaz, possibilitando desfechos favoráveis”, destaca. O médico ressalta ainda que o câncer se desenvolve a partir de lesões precursoras, chamadas de neoplasias intraepiteliais cervicais (NIC), que podem ser tratadas quando identificadas precocemente.

Vacinação e exames são fundamentais

A prevenção ocorre principalmente por meio da vacinação contra o HPV, considerada a forma mais eficaz de proteção contra os tipos virais de maior risco. No Brasil, é disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para adolescentes de 9 a 14 anos.

Além da imunização, o rastreamento regular é indispensável. O exame papanicolau segue como ferramenta importante para identificar alterações iniciais.

A orientação é manter a vacinação em dia, realizar exames regularmente e buscar atendimento médico diante de qualquer sinal de alerta. “A combinação entre informação, prevenção e diagnóstico precoce segue como a principal estratégia para reduzir os impactos do câncer do colo do útero no país”, conclui o especialista.

Compartilhe:
spot_img

Talvez você queira ler também

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui
Captcha verification failed!
CAPTCHA user score failed. Please contact us!

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Propaganda

spot_img

Relacionados

- Propaganda -spot_img
- Propaganda -spot_img

Últimas

Federação PSDB/Cidadania reforça unidade e estratégia diante da reconfiguração do cenário político no Piauí

Em um momento em que a pré-campanha eleitoral no Piauí passa por uma intensa movimentação política, marcada pelo fortalecimento dos grandes grupos e pela...

Mais de 30% da orla de São Luís está imprópria para banho nas férias

Água contaminada e areia úmida podem causar infecções intestinais, problemas de pele, conjuntivite e otite Reportagem/Bheatrys Soares Em pleno período de férias, mais de 30% dos...

Documento vencido ainda vale? Veja quando ele pode impedir atendimentos

Material desatualizado pode impedir viagem, financiamento e serviços Reportagem/Bheatrys Soares Imagine perder um voo, ter um financiamento atrasado ou não conseguir concluir um atendimento no banco...