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Refluxo Gastroesofágico: como identificar e tratar essa indigesta doença

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Reportagem/Tayã Santana
Aquela sensação de queimação no peito logo depois de uma refeição, o incômodo no estômago e a impressão de que a comida “voltou”, especialmente ao deitar: para muita gente, esses episódios fazem parte da rotina. Embora pareçam apenas um desconforto passageiro, esses sinais podem indicar um problema bastante comum: o refluxo gastroesofágico. A doença atinge entre 12% e 20% dos brasileiros, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Motilidade Digestiva e Neurogastroenterologia (SBMDN), e figura entre as condições mais frequentes do trato digestivo no país.
Celielson Germano
De acordo com especialistas, sentir refluxo e azia mais de duas vezes por semana é um forte indício da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE). O médico-cirurgião do aparelho digestivo e coordenador do curso de Medicina do IDOMED Fameac, Celielson Germano, explica que o problema acontece quando o conteúdo gástrico é direcionado para o esôfago. Em casos mais graves, segundo o especialista, o problema pode produzir, inclusive, inflamação na mucosa esofágica.
SINTOMAS
O cirurgião aponta que os sintomas são variados e dependem de cada caso. “Podem incluir azia e queimação, dor no peito atrás do osso esterno e sensação de bolo na garganta quando o refluxo inflama a laringe, entre outros sinais”, enumera o especialista. Celielson explica ainda que o refluxo gastroesofágico está ligado à ingestão de alimentos mais difíceis de serem digeridos e que demandam mais tempo no estômago, como massas e comidas mais pesadas, por exemplo.
“Nem todo mundo tem tendência a ter refluxo; algumas pessoas possuem uma probabilidade maior, inclusive com piora dos sintomas, principalmente pacientes acima do peso ideal e consumidores de bebida alcoólica ou usuários de tabaco”, diz Celielson. Ele ainda aconselha que as pessoas evitem alimentos e bebidas como café, comidas gordurosas e refrigerantes, que contribuem ainda mais para o aparecimento dos sintomas.
TRATAMENTO
A DRGE exige avaliação por meio de consultas e análise dos casos com um especialista, que pode ser um clínico geral ou gastroenterologista. Nas condições que envolvem crianças ou bebês, é necessária ainda avaliação pediátrica, para afastar outras possibilidades de doenças.
A melhora do quadro passa pela mudança de hábitos alimentares e de vida, além da perda de peso, se necessária, acompanhada das demais orientações do especialista. “O refluxo não tem cura, mas tem controle. Adotar os cuidados recomendados pelo médico pode amenizar bastante os sintomas”, conclui Celielson.
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