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Tensão pré-menstrual: por que ela acontece?

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Mudanças hormonais explicam a condição

Por Juliana Castelo

“Quando vai chegando esse período do mês, já fico preocupada porque sei que meu comportamento acaba mudando e, às vezes, afeta até as relações com as pessoas próximas. Nem todo mundo compreende”, conta Stella Gonçalves, 26, que revela não ter uma experiência nada agradável com a famosa tensão pré-menstrual (TPM).

Em casa ou no trabalho, com a família ou os amigos, desde que era adolescente, a jornalista afirma que os sintomas típicos sempre afetaram a rotina e se tornaram um incômodo que vai muito além da cólica. “Fico muito irritada nos dias que antecedem a menstruação. É como se não conseguisse mesmo controlar o jeito mais grosseiro. Fico mais sensível também. Nesses dias, tudo incomoda”, lembra Stella.

A enfermeira da Hapvida NotreDame Intermédica, Clemilda Ribeiro, explica que a TPM afeta mulheres que, geralmente, são mais sensíveis à alteração de hormônios durante o ciclo menstrual.

“Nesse período, a concentração de serotonina — neurotransmissor responsável pelo bem-estar — pode diminuir, causando desconfortos que variam de mulher para mulher e que podem aparecer antes, durante e às vezes até depois da menstruação”, ressalta.

Dor de cabeça, enjoos, cólica abdominal e fadiga estão na lista de sintomas típicos dessa época do mês. “Às vezes, as cólicas são tão fortes, que me atrapalham no dia a dia. É difícil concentrar no trabalho ou até mesmo conseguir relaxar e dormir à noite. O que sinto ajudar um pouco são os exercícios físicos e os remédios que amenizam essa dor”, cita a Stella.

De acordo com Clemilda, Stella está no caminho certo ao praticar exercícios, já que são fortes aliados para suavizar aqueles dias. Outra dica é apostar em uma dieta mais equilibrada. “Os sintomas podem ser melhorados com mudanças no estilo de vida. Além de praticar atividade física regularmente ou optar por exercícios de relaxamento, priorize a qualidade do seu sono e tenha uma dieta rica em proteínas, verduras e frutas, reduzindo o consumo de sal”, orienta a enfermeira.

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