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Luciano Leitoa tenta se vender como pioneiro de Braide — mas histórico acende alerta e Braide tome cuidado!

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Eu, hein, nunca pedi nada.
Com um cinismo político que lhe é característico, o ex-prefeito de Timon, Luciano Leitoa, resolveu ir direto ao ponto diante do pré-candidato ao governo do Maranhão, Eduardo Braide.
Em discurso público, Leitoa fez questão de enfatizar que, em seu primeiro contato com Braide — ainda quando este era prefeito de São Luís — “não pediu nada”. A fala tenta construir uma imagem de desprendimento político, distante das tradicionais negociações por cargos, favores e espaços de poder.
Mas o próprio discurso revela uma contradição relevante.
Ao mesmo tempo em que afirma não ter solicitado benefícios, Luciano faz questão de se colocar como “protagonista” e “pioneiro” no apoio ao nome de Braide para o governo do Estado, alegando ter sido um dos primeiros — ou o primeiro — a defender essa candidatura, ainda quando ela sequer estava definida.
E é exatamente aí que mora o ponto de atenção.
O histórico recente do ex-prefeito em articulações políticas levanta questionamentos. No episódio envolvendo a ex-prefeita Dinair Veloso, por exemplo, sua adesão política foi seguida de forte influência na gestão municipal, com ampla presença de aliados em cargos estratégicos — algo amplamente comentado no meio político local.
Além disso, chegaram a circular, à época, prints de conversas em grupos de WhatsApp que indicariam um nível elevado de interferência na administração. O conteúdo comprovado, contribuiu para alimentar a percepção pública de controle político direto.
Diante desse retrospecto, a tentativa de Luciano Leitoa de se apresentar como um apoiador “desinteressado” soa, no mínimo, questionável.
No próprio discurso, ele reforça sua narrativa:
“Eu nunca pedi um emprego para o Braide, eu nunca pedi fornecimento de qualquer coisa dentro da gestão dele.”
Ao mesmo tempo, constrói uma linha de raciocínio para justificar sua antecipação política:
“Teve um momento em que eu comecei aqui em Timon a falar o nome do Braide como candidato a governador… diziam que eu estava ficando doido.”
E segue exaltando a gestão do prefeito de São Luís, destacando reeleição, resultados administrativos e capacidade de gestão financeira.
Mas o contexto político também precisa ser considerado.
Desde a derrota no processo eleitoral de 2024, Luciano Leitoa viu sua influência diminuir significativamente. A rejeição eleitoral enfrentada por seu grupo político — especialmente após assumir protagonismo na campanha — limita hoje seu poder de barganha.
Nesse cenário, o discurso de “apoio antecipado” pode ser menos um gesto de convicção e mais uma tentativa de reposicionamento no tabuleiro político estadual.
Resta saber como Eduardo Braide, conhecido por um perfil mais reservado e avesso à política tradicional, reagirá a esse tipo de aproximação.
Se eleito, aceitará esse tipo de protagonismo antecipado — ou manterá distância de práticas que parte do eleitorado já demonstra rejeitar?
O tempo, e a política, darão essa resposta.
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