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Beleza com segurança: o que você precisa saber antes da ida ao salão

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Confira dicas para identificar se o estabelecimento está em dia com as regras de saúde e higiene
Reportagem/Jherry Dell’Marh
Após o Ministério Público denunciar 11 salões de beleza no Maranhão por descumprimento de normas básicas de higiene e biossegurança, até mesmo o momento de autocuidado e reforço na autoestima ganhou um sinal de alerta. O horário reservado para relaxar, fazer as unhas ou renovar a pele pode se transformar em risco à saúde quando o estabelecimento não adota as práticas sanitárias adequadas. Os consumidores devem redobrar a atenção antes de iniciar qualquer procedimento, mesmo os considerados mais simples.
A coordenadora do curso de Biomedicina e Estética da Estácio, Nayra Oliveira, explica que ambientes que não seguem as normas sanitárias podem servir como ambientes de contágio de diversas doenças. “Entre as infecções mais comuns estão micoses de pele e unhas, infecções bacterianas como foliculites e impetigo, além de doenças virais”, enumera a especialista. Já quando há compartilhamento de instrumentos perfurocortantes sem esterilização adequada, como tesouras e alicates, por exemplo, o risco é de contágio de doenças ainda mais graves, como hepatite B, hepatite C e, embora menos comum, até mesmo o vírus HIV.
REGULAMENTAÇÃO
As normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Ministério da Saúde determinam que instrumentos reutilizáveis passem por esterilização adequada e que materiais descartáveis sejam utilizados apenas uma vez. Isso porque durante a manicure, por exemplo, pequenos cortes ou microlesões facilitam a entrada de microrganismos caso os instrumentos não estejam devidamente esterilizados. O mesmo pode ocorrer em procedimentos estéticos, como limpeza de pele e extração de cravos. “Não é porque o procedimento é simples que ele é isento de risco. Sempre que há contato com a pele, principalmente se houver lesão, existe possibilidade de contaminação”, explica Nayra.
Para se proteger, o cliente deve observar alguns sinais básicos de boas práticas. É importante observar, de forma geral, se o ambiente demonstra sinais de ser limpo e organizado. A biomédica recomenda, ainda, observar se os profissionais lavam ou higienizam as mãos antes do atendimento e se os instrumentos estão embalados e esterilizados. Nos procedimentos que envolvam contato com sangue ou secreções, é obrigatória a utilização de luvas.
Também é importante verificar se o estabelecimento possui licença sanitária ou alvará de funcionamento. “Materiais descartáveis devem ser abertos na frente do cliente. Já os instrumentos metálicos reutilizáveis precisam ser esterilizados em equipamentos específicos, como autoclaves, e geralmente são armazenados em embalagens que indicam que passaram pelo processo de esterilização. Em caso de dúvida, o consumidor pode e deve perguntar ao profissional qual procedimento é adotado”, orienta Nayra.
Algumas situações devem acender um sinal de alerta, como reutilização de materiais descartáveis, instrumentos visivelmente sujos, ausência de higienização das mãos pelos profissionais, uso do mesmo material em diferentes clientes sem esterilização adequada ou ambientes com aparência de falta de limpeza. Nessas circunstâncias, a orientação é interromper o procedimento e, se necessário, comunicar o caso à vigilância sanitária local. A biomédica reforça que a maioria dos estabelecimentos segue as normas, mas a fiscalização e a conscientização do consumidor são fundamentais. “Cuidar da aparência não pode colocar a saúde em risco. Informação é a melhor forma de prevenção”, conclui.
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