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Vai uma proteína aí?

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Dieta hiperproteica dispara no Brasil impulsionada por redes sociais e estilo de vida fitness
Reportagem/Jherry Dell’Marh
Barrinhas, shakes, iogurtes e snacks enriquecidos com proteína: todos esses itens, antes restritos ao nicho dos atletas, passaram a fazer parte da rotina de muitos brasileiros. Um estudo de mercado do setor de suplementos, varejo alimentar e nutrição, realizado pela Scanntech em parceria com a McKinsey, aponta que as vendas de whey protein aumentaram 124% no varejo brasileiro. Já os cereais proteicos tiveram crescimento de 21%, enquanto os iogurtes proteicos avançaram 16%. O levantamento também revela que 37,9% dos consumidores brasileiros são influenciados pelas redes sociais a consumir produtos com apelo de “alto teor de proteína”.
A universitária Mariana Costa, de 27 anos, conta que entrou nessa tendência influenciada justamente pelo que via na internet e pela correria entre trabalho, faculdade e academia. Ela diz que os produtos proteicos acabaram virando opção frequente nos lanches do dia a dia.
“Eu via muita gente falando sobre proteína nas redes sociais e comecei a trocar alguns lanches por shakes e iogurtes proteicos achando que era sempre mais saudável. Era mais prático também. Mas entendi que é preciso também consumir frutas, verduras e comida de verdade e hoje tento equilibrar mais a alimentação”, conta.
Para a a nutricionista Laís Campos, do Grupo Mateus, o aumento do consumo está ligado tanto à maior conscientização sobre saúde quanto ao forte apelo das redes sociais. “Hoje existe mais conscientização sobre a importância da proteína para manutenção da massa muscular, saciedade e envelhecimento saudável, principalmente entre praticantes de atividade física e idosos. Por outro lado, o marketing e os influenciadores também estimularam a ideia de que consumir mais proteína é sinônimo de saúde, o que nem sempre é verdade”, explica.
A especialista ressalta que a necessidade de proteína varia de pessoa para pessoa e depende de fatores como idade, rotina e condições de saúde. “Barrinhas, shakes, iogurtes e snacks proteicos podem ser práticos e úteis na rotina, funcionando como complemento alimentar e aliados a uma alimentação equilibrada, rica em ingredientes naturais”, destaca.
Segundo Laís Campos, alimentos como carnes, ovos, leite, feijão e castanhas também oferecem proteínas acompanhadas de vitaminas, minerais e outros nutrientes importantes para o organismo. A nutricionista recomenda, ainda, que o consumo de proteínas seja acompanhado da ingestão de fibras, frutas e verduras, para que não haja sobrecarga dos rins.
Outro dado, divulgado pela consultoria Cargill, mostra que a creatina lidera as buscas entre os consumidores, sendo citada por 57,8% do público, seguida pelo whey protein, com 31,3%. Já o consumo de ovos atingiu níveis históricos, com projeção de chegar a 306 unidades por habitante no Brasil, além do aumento na procura por carne de frango.
Para a nutricionista, o segredo continua sendo o equilíbrio. “Os produtos proteicos podem complementar a rotina, principalmente em momentos de praticidade, mas precisam estar sempre aliados a refeições completas”, reforça.
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