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Caiu e bateu com a cabeça? Especialista ensina o que fazer

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Sonolência e dificuldade de comunicação são sinais de alerta

Por Jherry Dell’Marh

O advogado Dennys Moura, 37, andava de bicicleta em um domingo pela Lagoa da Jansen quando sofreu um acidente. “Eu sempre fui bastante cuidadoso, usava capacete e seguia as regras de trânsito. Mas, naquele dia, algo deu errado”, relembra Dennys. “Eu estava pedalando pela ciclovia, apreciando a paisagem, quando uma criança correu na minha frente. Tentei desviar, mas perdi o equilíbrio e eu fui arremessado ao chão. A última coisa que lembro é a sensação do impacto contra o asfalto”, relata.

Quando Dennys acordou, estava no hospital, diagnosticado com um trauma crânio encefálico (TCE). Passou semanas em recuperação, com fisioterapia e terapia ocupacional. Especialistas explicam que esse tipo de dano geralmente ocorre devido a um ferimento na cabeça, que pode resultar de acidentes mais violentos, como colisões de carro ou quedas de grande altura, mas também pode ser causado por pequenas pancadas. Segundo dados do DataSUS, cerca de 131 mil pessoas são internadas anualmente por TCE no Brasil. Jovens entre 20 e 29 anos representam 21% dos casos.

O neurologista da Hapvida NotreDame Intermédica, Luciano Lobão Salim Coelho, explica os sinais imediatos que indicam a necessidade de procurar ajuda médica após uma queda com batida na cabeça. “Três sinais são muito importantes: o nível de consciência, crises convulsivas e cefaleia progressiva”, enumera.

Segundo o médico, o paciente que apresenta sonolência, está desacordado ou não consegue se comunicar após o trauma precisa de um exame de imagem urgente. Crises convulsivas e uma dor de cabeça que piora progressivamente também são sinais de alerta para uma possível hemorragia ou hematoma cerebral.

OBSERVAÇÃO

Nas primeiras 24 horas após uma pancada na cabeça, é crucial observar esses sinais e evitar dormir nas primeiras horas para monitorar o nível de consciência. “Qualquer mudança no padrão neurológico requer ida imediata à emergência”, ressalta Luciano.

Além dos sinais imediatos, ele alerta para sintomas tardios, como o intervalo lúcido e alterações cognitivas, que podem surgir dias após o trauma. “É importante ficar atento a sinais físicos, como perda de força e equilíbrio, e a sinais cognitivos, como dificuldades de memória e linguagem”, conclui.

Assim como a história do ator global Tony Ramos, que teve que passar por uma intervenção cirúrgica na cabeça devido a uma possível queda, e a de Dennys Moura, servem de alerta e orientação para todos, ressaltando a importância de estar atento aos sinais do corpo e buscar ajuda médica imediatamente após qualquer impacto na cabeça. Afinal, o cuidado e a prevenção são as melhores formas de proteger a saúde e garantir uma recuperação completa.

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