
Serão cerca de 70 alunos e professores na avenida; apresentação aborda direito à educação, acessibilidade, tecnologia assistiva e participação das famílias
Cerca de 70 alunos e professores da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) participam, nesta quinta-feira (3), do Desfile Cívico de Timon. O grupo levará para a avenida uma apresentação voltada à inclusão, com faixas, dança e recursos de tecnologia assistiva, além da participação de familiares dos estudantes.
A programação preparada pela Secretaria Municipal da Educação aborda temas como direito à educação, acessibilidade, equidade e oportunidades para pessoas com deficiência. Entre os participantes estão alunos com deficiência intelectual, estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e pessoas com deficiência visual.
O Desfile Cívico de Timon reúne na tarde desta quinta-feira cerca de 4 mil pessoas, entre estudantes, professores e integrantes de escolas, bandas marciais, projetos e entidades do município.
Direito de aprender abre apresentação
A mensagem sobre inclusão aparece desde o início da participação da Apae. Dois alunos com deficiência intelectual vão conduzir a faixa “Direito de Aprender”. Em seguida, o desfile terá porta-bandeiras representando a Escola Maria do Carmo, a Apae e a ADVITI, esta última com a participação de pessoas com deficiência visual.
Outra ala levará a mensagem “Todos os caminhos levam à inclusão”, seguida pela apresentação de uma aluna baliza. A proposta é apresentar, ao longo do percurso, diferentes aspectos relacionados à participação das pessoas com deficiência na escola e em outros espaços da sociedade.
Um grupo de dança formado por nove alunas participará da ala “Escola Inclusiva”, enquanto outros estudantes entrarão na avenida com objetos utilizados no cotidiano escolar, como lápis, caderno, borracha, mochila e régua.
“A participação dos estudantes reforça um direito previsto na legislação brasileira. A Lei Brasileira de Inclusão estabelece que a educação da pessoa com deficiência deve ser assegurada em sistema educacional inclusivo, com condições de acesso, permanência, participação e aprendizagem”, ressalta a secretária municipal da Educação, Isadora Kamilla.
Acessibilidade e tecnologia na avenida
Cinco alunos também apresentarão palavras escolhidas como bases da inclusão: inclusão, acessibilidade, oportunidade, equidade e direitos.
Outro destaque será a tecnologia assistiva. Seis alunos com TEA vão apresentar exemplos de ferramentas que podem facilitar a comunicação, a aprendizagem e a autonomia das pessoas com deficiência. Entre os recursos estão leitor de tela, aplicativo de conversão de fala em texto, teclado em braille, fones com cancelamento de ruído, prancha de comunicação e aplicativos de acessibilidade.
“A presença de recursos como leitor de tela e teclado em braille também dialoga com a participação das pessoas com deficiência visual no desfile e ajuda a mostrar, de forma prática, como a acessibilidade pode ampliar a autonomia no dia a dia”, explica a secretária.
As famílias terão espaço na apresentação. Oito mães de alunos da Apae entrarão na avenida carregando letras que, juntas, formarão a palavra “inclusão”. A participação chama atenção para a presença das famílias no processo educacional e no acompanhamento de crianças e adolescentes com deficiência.








