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Remédios que você joga no lixo podem causar problemas para o solo, a natureza e os seres humanos

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Reportagem/Juliana Castelo
Seu armário de remédios está cheio de caixinhas vencidas ou que não são mais usadas? Não dá para jogar fora de qualquer jeito! Descartar medicamentos de maneira errada pode prejudicar o meio ambiente e até a saúde das pessoas. E, segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, a estimativa é de que o volume de resíduos domiciliares de medicamentos no Brasil esteja entre 4,1 mil e 13,8 mil toneladas por ano. Então, já pensou para onde vai aquele remédio vencido que você não usa mais?
Por ser comum, pode até parecer certo, mas não é: jogar as embalagens dos medicamentos no lixo de casa pode acabar contaminando a água que consumimos e o solo onde são plantados os alimentos. Especialistas alertam que alguns componentes dos remédios são persistentes e podem causar problemas a longo prazo, tanto para a natureza quanto para os seres humanos.
“Medicamentos são substâncias químicas. Então, na hora de descartar, é importante entender que esse material, seja a embalagem primária, que envolve o remédio, como os frascos, ou a secundária, que são as caixas, e até mesmo o que sobra de comprimidos ou líquidos precisam ser inativados e destruídos. Quando são jogados fora sem cuidado e entram em contato com o meio ambiente, podem proliferar ainda mais bactérias”, explica a professora do curso de Farmácia da Estácio, Elizângela Motta.
ONDE DESCARTAR
Então, onde descartar? No Brasil, o decreto 10.388/2020 regulamenta a logística para dar o destino certo aos medicamentos. Na chamada logística reversa, as farmácias devem oferecer um ponto de recolhimento de embalagens, cartelas, bulas, cápsulas e resíduos de remédios, até mesmo dos vencidos.
Ficar de olho no prazo de validade dos medicamentos também é uma dica importante ressaltada pela farmacêutica. “Quem gosta de ter a farmacinha em casa precisa ter atenção ao comprar remédios sem tanta urgência, como em promoções, por exemplo. Na tentativa de prevenir e ter em casa só para quando precisar, a gente pode não perceber quando o medicamento atinge o prazo de validade. Então, é preciso consumir de maneira racional e com cuidado”, finaliza Elizângela.
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