AVC volta a ser principal causa de morte em 2022 

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Dados mostram Acidente Vascular Cerebral à frente dos infartos nos obituários brasileiros 

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) retornou ao topo da lista das causas de mortes mais comuns no Brasil. Segundo o Portal da Transparência dos Cartórios de Registro Civil, entre os meses de janeiro e abril de 2022 foram registradas 32.127 mortes por AVC e, só no mês de julho, 8.758 brasileiros vieram a óbito em razão do Acidente. Desta forma, profissionais da área da saúde reforçam a atenção para os sintomas da doença e das atitudes preventivas observadas em todas as idades.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que a grande quantidade de colesterol no organismo é um dos maiores riscos para doenças cardiovasculares, sendo causa de 2,6 milhões de mortes anualmente. O enfermeiro e coordenador do curso de Enfermagem da UNINASSAU Redenção, em Teresina, Gustavo Leão, explica a importância do alerta a respeito das causas, além das variações do AVC.  “É muito importante salientar que os Acidentes Vasculares podem ser divididos em dois tipos: o isquêmico, mais comum e menos grave, e o hemorrágico, sendo bem mais perigoso, mas raro. As causas para essas ocorrências podem ser várias, desde uma alimentação rica em gorduras saturadas e sódio, como os vícios em cigarros e álcool, além da predisposição genética. Outra coisa a ser alertada é o cuidado desde a infância, pois o AVC pode acontecer em qualquer idade, inclusive deixando sequelas para o resto da vida, como dificuldades de linguagem, movimentação e cognição”, pontua.  

De acordo com a Rede Brasil AVC, uma Organização não Governamental pesquisadora da doença, o Acidente Vascular vitimou mais de 50 mil brasileiros no primeiro semestre de 2022, tornando-se mais fatal em relação à Covid-19, quando esta foi causa de morte de mais de 48 mil pessoas. Gustavo Leão ressalta que o crescimento das ocorrências pode estar relacionado à falta de informação e de prevenção.  “A OMS afirma que há uma morte por AVC a cada 6 segundos no mundo e, a cada quatro pessoas, uma sofrerá AVC em algum momento da vida. São informações duras, mas fundamentais para ações e elaboração das táticas de prevenção a serem adotadas tanto pelos órgãos competentes quanto em nossa rotina pessoal. Infelizmente, essa emergência médica exige um diagnóstico precoce e observação dos sintomas a fim de se evitar sequelas graves, ou mesmo a morte. Precisamos estar vigilantes”, reforçou Gustavo Leão.

Os principais sintomas do AVC são, um dos lados da boca se mostra torto, assimétrico, ao falar ou sorrir; perda de força em um dos lados do corpo; a pessoa, ao tentar levantar um dos braços para abraçar, não consegue; apresenta ainda dificuldade para andar; paralisia ou dormência na face ou braço; vertigem; dificuldade para falar uma frase ou cantar uma música, por exemplo. Por isso, ao serem observadas essas características, é imprescindível o direcionamento do paciente até um pronto socorro para que o tratamento adequado seja garantido e as possibilidades de sequelas e morte sejam reduzidas. Por Ricardo Mousinho, da Assessoria Uninassau.

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