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Norma culta: o charme da linguagem clássica em tempos de emojis e gírias

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Reportagem\Juliana Castelo

Em um mundo em que a comunicação às vezes conta mais com emojis e figurinhas do que com palavras, pode-se até pensar que não há mais espaço para a norma culta da linguagem. Mas a verdade é que ela ainda desempenha papel fundamental. Afinal, quando se trata de escrever um texto mais formal, como um artigo, uma redação ou até mesmo uma mensagem profissional, usar a norma culta da Língua Portuguesa garante que as informações estejam claras e confere credibilidade ao texto. Mas será que é possível combinar essa formalidade com o jeito leve de se comunicar na era digital?
Mesmo que no dia a dia as redes sociais adotem novos formatos de escrita, com linguagem mais abreviada, os especialistas garantem: a norma culta não vai se perder. “Ela continua relevante, principalmente porque temos o processo formal, as instituições acadêmicas, as produções de conhecimento que exigem essa linguagem mais erudita, mais organizada, preservando as concordâncias e as regências. Então, uma situação não anula a outra. Não é porque a internet tornou o discurso mais informal e curto que a norma culta vai perder relevância”, explica o professor de Língua Portuguesa do Colégio Audaz, Hilton Almeida.
Lembrando que o nosso idioma é rico e diverso, o professor destaca que não existe certo e errado na hora de se comunicar: existe o que é mais adequado ao contexto em que você está. “Pode ser inadequado usar a linguagem culta em uma situação do dia a dia, como em jogos, por exemplo, assim como não é adequado usar a linguagem informal em situações que exigem a formalidade. Então, a nossa língua permite tanto aquilo que é formal quanto o que é informal. E a norma culta vai continuar tendo seu prestígio nesse processo comunicativo. É necessário entender que a língua é contínua, é viva, sofre transformações, e precisa ser adequada às situações”, afirma Hilton.
Então, cuidado para não confundir os contextos e usar uma linguagem inadequada! Se você criou o hábito de apenas se comunicar com base apenas na forma digital, algumas situações podem trazer desafios. “Se a pessoa está habituada a escrever somente de maneira informal, em uma situação de formalidade, como em entrevistas de emprego, por exemplo, é preciso tomar cuidado para não perder credibilidade. O principal desafio é dominar essa norma culta, mesmo que se use somente em situações específicas”, orienta o professor.
Em suma, a palavra-chave para usar todas as formas de se comunicar é o respeito. “Sabemos que a nossa língua sofre mudanças, e elas são situacionais, culturais e estão relacionadas a questões econômicas e de escolaridade também. Então, cabe à escola promover o entendimento de que há essas variedades que precisam ser respeitadas. A família tem o papel também de promover esse processo de educação e respeito também dentro de casa”, finaliza Hilton.
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