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Com início das chuvas, população maranhense deve redobrar cuidados com Aedes aegypti

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Por Elainy Castro

A última semana marcou oficialmente o início do período chuvoso no norte do Estado. As fortes chuvas que atingiram a Região Metropolitana de São Luís nos últimos dias representam um clima bem diferente do registrado em muitos meses do ano de 2023, quando as altas temperaturas bateram recordes.

Com a chegada do período chuvoso, alguns cuidados com a saúde precisam ser redobrados. Isso porque nesse momento, aumentam os casos de doenças respiratórias e das arboviroses, como é o caso da dengue.

De acordo com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), no período de 1º de janeiro a 9 de dezembro de 2023, no Maranhão, foram confirmados 4.058 casos de dengue, 2.613 de chikungunya e 98 registros de zika. Em São Luís, foram confirmados 3.161 casos de arboviroses, sendo 1.458 registros de dengue, 1.687 de chikungunya e 16 de zika.

Os cuidados

A coordenadora de Biomedicina da Estácio, Alexandra Gazzoni, PhD em Microbiologia e Bacteriologia, destaca a vulnerabilidade hídrica e a falta de saneamento básico, uma vez que os reservatórios de armazenamento de água tornam-se verdadeiros criadouros do mosquito Aedes aegypti.

“Os ovos depositados pelas fêmeas do mosquito Aedes aegypti podem resistir fora da água por até mais de 400 dias. É imprescindível não acumular água parada, lavar pratos de plantas, descartar corretamente objetos que acumulam água, como pneus, manter calhas e quintais limpos e a caixa d’água fechada”, orienta.

Os sintomas

Alexandra explica que sintomas como febre, mal-estar, dor muscular, dor de cabeça, manchas vermelhas pelo corpo são os primeiros sintomas da dengue e semelhantes aos da febre Chikungunya e do vírus Zika.

“A dengue é caracterizada por febre acima de 38°C, dor de cabeça, fraqueza, dor muscular e nas articulações, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele e, em alguns casos, diarreia. Os quadros graves podem causar hemorragia e levar a óbito. Na Chikungunya, o paciente tem febre acima de 38,5°C, dor muscular e nas articulações – que pode ser tornar crônica –, manchas vermelhas na pele, dor de cabeça, fraqueza. E na infecção por Zika, os sinais mais presentes são temperatura abaixo de 38,5°C, ou até mesmo sem febre, conjuntivite, dor muscular e nas articulações, dor de cabeça, fraqueza, manchas vermelhas e coceira pelo corpo e aumento dos linfonodos. A Zika pode acarretar complicações neurológicas (síndrome de Guillain Barré) e anormalidades em fetos e recém-nascidos, como a microcefalia”, descreve a biomédica.

Tratamento

A especialista ressalta que o tratamento das arboviroses consiste em hidratação e medicamentos para alívio dos sintomas, prescritos somente pelo médico, mas para quadros graves poderá ser necessária a hospitalização. A especialista acrescenta a aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) da vacina da dengue contra os quatro sorotipos da doença. “No entanto, o imunizante deverá estar disponível no SUS em meados de 2024”, finaliza.

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