Dinheiro na mão é vendaval… de emoções

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Quando a relação ruim com o dinheiro interfere no seu psicológico e passa a ser um problema

Por Elainy Castro

O dia foi difícil, nada saiu como você havia planejado e o peito carrega um composto de emoções. Tem tristeza, frustração, raiva. O que fazer para aliviar? “Ir às compras”, você pensa! Sentimentos como medo, tristeza ou mesmo a alegria excessiva podem gerar alterações, inclusive fisiológicas, que interferem na tomada de decisões. Isso se estende também às questões financeiras, o que pode levar ao arrependimento posteriormente.

O psicólogo do Grupo Hapvida NotreDame Intermédica, Carol Costa Júnior (Imagem), explica que o ser humano é, por natureza, emocional, de modo que os sentimentos influenciam na vida financeira.

“Nós somos seres emocionais, além de sociais. Uma pessoa considerada madura é aquela que sabe reagir bem às suas emoções, não se deixando levar, não se deixando influenciar, não cedendo a determinadas influências emocionais”, analisa.

Ainda segundo o especialista, o desejo de realizar uma compra ou ter uma atitude financeira é inconsciente, sem racionalizar as consequências. “Muitas vezes, a pessoa compra algo porque sente falta, porque há, inconscientemente, um vazio que ela acredita que será preenchido se adquirir determinada coisa. Normalmente, pessoas que se sentem diminuídas ou menosprezadas, quando têm algum dinheiro, compram carrões e roupas caras, em uma tentativa de se auto afirmar. Isso é algo totalmente emocional”, ressalta.

Inteligência emocional na vida financeira

De acordo com o psicólogo, o conceito de inteligência emocional na vida financeira diz respeito à capacidade do ser humano de poder intervir e agir diante de situações, além de saber se colocar no lugar do outro, sabendo interagir com as situações apresentadas.

“A inteligência emocional, inclusive para manter o controle, é algo que vem sendo muito trabalhado e muito debatido. Esse é um conceito que pode, também, ser utilizado quando se fala em finanças”, comenta.

Consumidor

Outro ponto é o apelo emocional da publicidade: “A todo momento, você é “bombardeado” com ‘compre isso’, ‘compre aquilo’. Nosso sistema hoje é um sistema de consumo e onde é que ele bate? Justamente nas emoções. A venda é emotiva e quem vende sabe trabalhar a sua emoção, colocando em você uma necessidade que antes não existia”, diz o especialista.

Não ter dinheiro para satisfazer a necessidade também é prejudicial ao psicológico. “A sociedade contempla esse tipo de ostentação, onde quem tem mais, tem mais valor. Então, quando alguém teve muito poder aquisitivo e depois perdeu, essa pessoa não consegue mais viver com a perda, com o fracasso financeiro”, reforça Carol Costa.

A solução? Autoconhecimento

A dica é reconhecer as suas emoções. Outra estratégia é fazer uma lista com os prós e contras, antes de decidir comprar algo. Não esqueça também de ter metas claras e objetivas, além de fazer um planejamento financeiro para alcançá-las.

“O dinheiro não nos governa. Nós trabalhamos para tê-lo, mas não trabalhamos para ele. É necessário, também, entender se o que você tanto quer no momento é realmente necessário. O seu valor como pessoa não está no dinheiro que você tem, mas é óbvio que você quer viver bem. Ao notar que existe uma relação negativa com as finanças, procure um psicólogo, ele tem as estratégias corretas para auxiliá-lo a buscar uma solução nesse momento”, finaliza o especialista.

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Consumidor

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