Em nota de repúdio, PMs relatam situação de constrangimento dentro do 11º BPM

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O fato tem gerando muita indignação dos policiais militares de todo o estado e, segundo informações colhidas pelo blogdoribinha, a situação chegou ao Comando Geral, em São Luiz, e deverá ter desdobramentos com tomada de medidas cabíveis dentro do que requer o rigor e veracidade da denúncia.

Através do whatsapp, o blogdoribinha tentou contato com o comando da PM em Timon para que fosse feito esclarecimentos sobre a “Nota de Repúdio”, mas mesmo com o sinal de que teria sido visualizado e lida, o blog até o momento final desta edição, não recebeu qualquer manifestação sobre o ocorrido, mesmo assim continua com o espaço aberto.

Veja abaixo:

NOTA DE REPÚDIO

Infelizmente, apesar de todos os avanços conquistados pelas mulheres, ainda persiste uma triste realidade de discriminação.

Mulheres são julgadas todos os dias, em todos os lugares, pelo que fazem ou deixam de fazer. Isso acontece em casa, na roda de amigos, no trabalho, principalmente quando esse trabalho é um ambiente majoritariamente masculino.

Quando são vazados vídeos ou fotos de relações íntimas, o homem flagrado é enaltecido: o “pegador”, o “gostosão”, o que “se garante”. Já a mulher é a “vadia”, “sem vergonha”, “puta”.

A sociedade julga as mulheres por tudo, também pela sua liberdade sexual, coisa que não faz com os homens, como se a vida sexual delas definisse seu caráter e sua competência profissional.

Todos nós, mulheres e homens, temos o direito de vivenciar nossa sexualidade da forma que quisermos e isso diz respeito apenas a quem vive, é seu espaço privado, pessoal, não público.

Geralmente, os que mais fazem esse tipo de julgamento, são os falso-moralistas, que pregam moralidade, mas, na prática de seu espaço privado, fazem o contrário. São os típicos machistas que dividem as mulheres em grupos: “pra casar” e “pra transar”. Esses são os que não servem para nenhuma das duas coisas, pois tratam mulheres como objetos de uso, para uma coisa ou para outra.

Mulheres são seres humanos plenos, que devem ser vistas como tal e não como objeto de funcionalidade. Por isso, têm os mesmos direitos de qualquer pessoa em sociedade. Afinal, nossa Constituição Federal traz no seu Art. 5º, parágrafo I, que “homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição”.

É muito lamentável que esse tipo de discriminação ainda aconteça. Aliás, é inaceitável, digno de reprovação, repúdio e medidas legais cabíveis.

Nós, policiais femininas do 11° BPM, não devemos nos calar nem nos amedrontar com esse tipo de prática.

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NOTA DE REPÚDIO Infelizmente, apesar de todos os avanços conquistados pelas mulheres, ainda persiste uma triste realidade de discriminação. Mulheres são julgadas todos os dias, em todos os lugares, pelo que fazem ou deixam de fazer. Isso acontece em casa, na roda de amigos, no trabalho, principalmente quando esse trabalho é um ambiente majoritariamente masculino. Quando são vazados vídeos ou fotos de relações íntimas, o homem flagrado é enaltecido: o “pegador”, o “gostosão”, o que “se garante”. Já a mulher é a “vadia”, “sem vergonha”, “puta”. A sociedade julga as mulheres por tudo, também pela sua liberdade sexual, coisa que não faz com os homens, como se a vida sexual delas definisse seu caráter e sua competência profissional. Todos nós, mulheres e homens, temos o direito de vivenciar nossa sexualidade da forma que quisermos e isso diz respeito apenas a quem vive, é seu espaço privado, pessoal, não público. Geralmente, os que mais fazem esse tipo de julgamento, são os falso-moralistas, que pregam moralidade, mas, na prática de seu espaço privado, fazem o contrário. São os típicos machistas que dividem as mulheres em grupos: “pra casar” e “pra transar”. Esses são os que não servem para nenhuma das duas coisas, pois tratam mulheres como objetos de uso, para uma coisa ou para outra. Mulheres são seres humanos plenos, que devem ser vistas como tal e não como objeto de funcionalidade. Por isso, têm os mesmos direitos de qualquer pessoa em sociedade. Afinal, nossa Constituição Federal traz no seu Art. 5º, parágrafo I, que “homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição”. É muito lamentável que esse tipo de discriminação ainda aconteça. Aliás, é inaceitável, digno de reprovação, repúdio e medidas legais cabíveis. Nós, policiais femininas do 11° BPM, não devemos nos calar nem nos amedrontar com esse tipo de prática.