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Em Teresina, pesquisadora da Fiocruz destaca avanços para baratear tratamento de imunoterapia a pacientes com câncer

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Pesquisadora também destaca os desafios do Nordeste no enfrentamento a cânceres evitáveis

As pesquisas e os avanços mais recentes relacionados ao diagnóstico, manejo e tratamento de cânceres no Brasil estão sendo discutidos no II Simpósio Multidisciplinar de Oncologia (SIMOS) e III Workshop de Tecnologias em Saúde que ocorre em Teresina (PI) até este sábado (20). Entre as novidades apresentadas, o projeto liderado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que utiliza modelos de estudo que simulam o câncer e a Inteligência Artificial para a busca de fármacos usados para outras doenças e que podem ser usados contra o câncer, financiado pelo Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica, do Ministério da Saúde.

Participando do evento na capital piauiense, a Dra. Clarissa Gurgel, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), destaca ainda outras ações da instituição como a estratégia para baratear e ampliar a oferta de terapias avançadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a exemplo da imunoterapia. A ideia é que a Fiocruz, por meio de seu Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-manguinhos), seja capaz de desenvolver e oferecer terapias gênicas a um custo de cerca de 10% do que é gasto hoje com o mesmo tratamento.

“A imunoterapia tem um custo muito elevado, de forma que sua oferta está fora do alcance de boa parte da população e sua oferta gratuita pelo SUS é muito cara para os cofres públicos. Tendo em vista este cenário, a Fiocruz lançou no último mês a sua Estratégia para Terapias Avançadas, que visa baratear e, assim, ampliar a oferta de terapias avançadas pelo SUS, com financiamento do Ministério da Saúde, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)”, explica.

Nordeste e o desafio da incidência de cânceres evitáveis

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), são esperados 704 mil casos novos de câncer no Brasil para cada ano do triênio 2023-2025. Sendo que as regiões Sul e Sudeste concentram cerca de 70% dessa incidência. Apesar de não liderar o ranking de casos, o Nordeste precisa redobrar sua atenção, sobretudo para a incidência de cânceres evitáveis.

“O câncer de colo uterino, por exemplo, é uma doença muito prevalente no Nordeste e que merece cuidado e atenção especial, principalmente em termos de rastreabilidade, porque este é um câncer prevenível, assim como o câncer de boca, que traz uma morbidade e gravidade para o paciente oncológico, e que também é uma doença prevenível”, pontua a pesquisadora Dra. Clarissa Gurgel.

A especialista acrescenta ainda que o Brasil precisa avançar em termos de pesquisas e tratamentos, sobretudo porque o conhecimento sobre o câncer, apesar de vasto, ainda é insuficiente diante da complexidade desta doença. “Temos muitos desafios pela frente, ainda temos que melhorar a rastreabilidade do câncer, por exemplo. Nós temos grandes avanços sim, mas nós temos que entender que, apesar de falarmos há muito tempo sobre o câncer, ele é uma doença nova, que a gente está conhecendo mais profundamente agora, pois, o genoma do câncer só foi considerado completo, em 2020, apontando ainda muitos desafios. Então, a gente tem ainda um longo caminho para estudo”, pondera.

Sobre o evento
O II Simpósio Multidisciplinar de Oncologia (SIMOS) e III Workshop de Tecnologias em Saúde são voltados para profissionais e estudantes da área de saúde e irão abordar temas como políticas públicas de saúde oncológica, oncologia básica e translacional, metabolismo e resistência tumoral, tratamento (biotecnologias inovadoras) e nanotecnologia aplicada à oncologia e ao manejo multiprofissional/interdisciplinar de pacientes oncológicos. “Este é um evento único, feito no Piauí. Nenhum outro estado do país realiza algo desse porte nesta área. Nós estamos proporcionando o intercâmbio de experiências de pesquisa básica, clínica e translacional, que permite aprendizagem mútua e enriquecimento profissional tanto para os participantes como para sociedade em geral”, detalha o Prof. Dr. João Marcelo, presidente do evento.

Estes eventos têm como organizadores os Laboratórios de Pesquisas Oncológicas da Universidade Federal do Piauí (LAPGENIC, LABCANCER, LAFAN E DOMEN) bem como os Programas de Pós-Graduação da área de Saúde localizados no Centro de Ciências da Saúde – CCS da UFPI. Eles contam com apoio do Governo do Estado/SESAPI, FAPEPI, FIOCRUZ-PI, CAPES, FADEX, CRM, CRF e Uninovafapi. A programação completa está disponível no site: https://ime.events/simos2024/programacao.

Serviço
Evento: II Simpósio Multidisciplinar de Oncologia (SIMOS)
Data: De 18 a 20 de abril
Local: Sesc Cajuína (Teresina-PI)
Site: https://ime.events/simos2024
Instagram: @simos.2024
Mais informações: (86) 99948-8846

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