Fiscalização da Agert sobre a qualidade da água distribuída em Timon é questionável

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Atualizada em 22.09.2021 às 09hs22

Sobre postagem publicada abaixo, a assessoria da concessionária Águas de Timon enviou, ao blog, a seguinte nota:

Timon, 20 de setembro de 2021 – A Águas de Timon destaca que o abastecimento na cidade está normalizado e que mantém equipes em constante monitoramento sobre a qualidade da água que chega nas residências dos timonenses.

A situação vivenciada na semana passada foi acompanhada com rigor pela concessionária, que agiu de forma rápida para reparar o rompimento da adutora a fim de minimizar os impactos para a população, inclusive, disponibilizando carro pipa.

Desde que iniciou as atividades, em 2015, a empresa assumiu os serviços com uma tubulação antiga. Por conta disso, em virtude dos anos em que a estrutura ficou sem tratamento adequado, surgiram barreiras na rede de abastecimento que, em algumas ocasiões, podem gerar água turva.

Como medida preventiva, a Águas de Timon instalou 40 válvulas de descargas em áreas estratégicas da cidade, que são acionadas diariamente, com o intuito de evitar que resíduos cheguem às residências dos timonenses. A empresa também mantém uma rotina intensa de manutenção das adutoras utilizando um equipamento chamado PIG, que realiza a escovação interna das tubulações e a retirada dessas barreiras. No último mês, a empresa ainda realizou a limpeza dos reservatórios com o auxílio de mergulhadores. Com essas manutenções periódicas, não há formação de novas barreiras na rede.

Por fim, a concessionária garante que, por mês, são realizadas mais de 600 coletas para controle de qualidade da água. Nos testes, são analisados turbidez, cloro residual livre (CRL), cor, coliformes totais (CT), Ph e Escherichia Coli (E. Coli), cujos parâmetros atendem ao PRC nº 05, de 28 de setembro de 2017, Anexo XX, do Ministério da Saúde. O resultado das análises pode ser conferido na fatura de água mensal.

É muito questionável a atuação da Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados em Timon, responsável por fiscalizar as ações de fornecimento e abastecimento de água na cidade.

Hoje, segunda-feira, 20, por exemplo, vários bairros da cidade continuam sem água e em outros bairros, onde o produto chega às torneiras, á  água não tem condição de ser consumida, não deve ser utilizada no preparo dos alimentos, no consumo, portanto, não serve para ser usada em necessidades básicas ou essenciais.

Segundo os moradores que sofrem com o drama, o trabalho de fiscalizar da Agert é muito questionável, haja vista que a agência, diz em público que “notificou a empresa concessionária”, mas não explica que tipo de notificação foi essa, tendo em vista à gravidade do problema que perdura há anos.

Os questionamentos ainda são maiores, quando se sabe que é a concessionária, através de repasses mensais, quem paga os salários dos fiscais, dos diretores e de todos os servidores da Agência Reguladora.

Não é de hoje que a Águas de Timon vem prestando um desserviço para a população quando a assunto é levar água de qualidade às torneiras das residências de Timon e que o órgão fiscalizador faz “ouvido de mercador” quanto às reclamações do timonense sobre esse desserviço.

Se a agência não faz nada, como dizem os moradores, de quem será a responsabilidade de cobrar e fiscalizar para que os timonenses tenham água de qualidade?

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É muito questionável a atuação da Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados em Timon, responsável por fiscalizar as ações de fornecimento e abastecimento de água na cidade. Hoje, segunda-feira, 20, por exemplo, vários bairros da cidade continuam sem água e em outros bairros, onde o produto chega às torneiras, á  água não tem condição de ser consumida, não deve ser utilizada no preparo dos alimentos, no consumo, portanto, não serve para ser usada em necessidades básicas ou essenciais. Segundo os moradores que sofrem com o drama, o trabalho de fiscalizar da Agert é muito questionável, haja vista que a agência, diz em público que "notificou a empresa concessionária", mas não explica que tipo de notificação foi essa, tendo em vista à gravidade do problema que perdura há anos. Os questionamentos ainda são maiores, quando se sabe que é a concessionária, através de repasses mensais, quem paga os salários dos fiscais, dos diretores e de todos os servidores da Agência Reguladora. Não é de hoje que a Águas de Timon vem prestando um desserviço para a população quando a assunto é levar água de qualidade às torneiras das residências de Timon e que o órgão fiscalizador faz "ouvido de mercador" quanto às reclamações do timonense sobre esse desserviço. Se a agência não faz nada, como dizem os moradores, de quem será a responsabilidade de cobrar e fiscalizar para que os timonenses tenham água de qualidade?