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NOVEMBRO ROXO| Em um ano, Brasil registrou quase 300 mil nascimentos prematuros, apontam estatísticas

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Maiton Fredson Lopes, pediatra do Hapvida NotreDame Intermédica

Por Elainy Castro

Exatos 292.715. Esse é o número de partos prematuros no Brasil registrados no ano de 2022, segundo o DataSUS. No mundo inteiro, de acordo com o relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), 152 milhões de bebês nasceram antes da 37ª semana de gravidez na última década. Conforme a estimativa, um em cada dez nascimentos acontece antes do período considerado ideal.

A classificação atual aponta que bebês que nascem entre 31 e 36 semanas e 6 dias são considerados prematuros moderados, enquanto bebês abaixo de 30 semanas são considerados prematuros extremos.

Principais causas da prematuridade

O pediatra e neonatologista da Hapvida NotreDame Intermédica, Maiton Fredson da Silva, explica que as causas da prematuridade podem estar ligadas tanto à mãe quanto ao feto. Nos motivos maternos, ele ressalta o diabetes gestacional descompensado, a hipertensão gestacional — conhecida como doença hipertensiva específica da gravidez (DHEG) — além das insuficiências do colo do útero ou de alguma patologia que a mãe possa apresentar, como doenças renais, cardíacas, alterações no sangue, dentre outras.

Os fatores relacionados ao feto que levam ao nascimento prematuro podem ser a restrição de crescimento uterino ou o sofrimento fetal agudo. Em casos de gêmeos, há também maior chance de parto prematuro, assim como quando há infecções, malformações uterinas ou problemas na saúde, de modo geral.

Prognóstico – O médico ressalta que, quanto mais próximo das 37 semanas o bebê nascer, maiores são as chances de um desenvolvimento adequado. “Um bebê que nasce com 28 ou 29 semanas, por exemplo, ficará na UTI por mais tempo. Isso porque os órgãos como pulmão, intestino, rins, retina e fígado ainda estão muito imaturos nessa fase, e os ossos não estarão devidamente calcificados. O sistema imunológico também não está pronto, o que significa que o bebê prematuro fica mais suscetível às infecções. Quanto mais próxima a gestão estiver das 37 semanas, menores são os riscos de sequelas advindas da prematuridade”, explica.

O modo de nascimento também impacta, já que o prematuro que precisou passar por uma cesárea devido a sofrimento fetal pode nascer em condições mais delicadas. O peso também influencia; havendo interferência na sobrevida e no enfrentamento das patologias que poderão surgir.

É possível evitar o parto prematuro?

O pediatra ressalta que a principal maneira de evitar um parto prematuro é fazer um pré-natal com qualidade, seguindo rigorosamente as orientações do obstetra que irá acompanhar toda a gestação. É importante não faltar consultas e fazer todos os exames recomendados. Eles são importantes para indicar se há o risco de prematuridade e como deve ser o procedimento que garantirá a saúde do bebê e da mãe.

O especialista assegura que, mesmo em casos de parto prematuro, o recém-nascido pode evoluir para ter uma vida normal. Mesmo em situações em que existam sequelas, bebês com acompanhamento pediátrico e multidisciplinar adequado podem alcançar a sua capacidade total de desenvolvimento. “Para que tudo isso aconteça de modo adequado, é necessário que a assistência comece desde o momento do nascimento, passando pela internação hospitalar e por um bom suporte no pós-alta”, ressalta Maiton Fredson.

Conselhos para quem tem um bebê prematuro na UTI

O especialista aponta que ter um bebê na UTI devido ao nascimento prematuro impacta a saúde psicológica dos pais. Devido ao estresse emocional da situação, é importante que eles tenham acompanhamento especializado em saúde mental, além do apoio da família.

É importante, ainda, que os pais estejam perto do bebê e tenham boa interação com a equipe médica. “Outro conselho que dou é que a mãe vá sempre ao lactário da maternidade para deixar o leite para o bebê. O organismo da criança se beneficia com a colostroterapia e com o leite materno. Cada mãe gera um leite específico para o seu bebê. Não desista. É plenamente possível que, mesmo com a condição de prematuridade, mãe e bebê sigam uma vida normal e saudável depois da alta”, finaliza.

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