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Rafael não pode deixar de se comunicar com a população para responder a adversários e oposicionistas

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“Nossa resposta é com trabalho.” O prefeito de Timon, Rafael Brito, parece ter perdido o tom do discurso que marcou seus primeiros dias de governo em relação aos adversários e oposicionistas.
Logo nos primeiros 100 dias de gestão, Rafael Brito colocou os ônibus nas ruas — um feito que trouxe ao timonense não apenas o transporte público, mas devolveu à parcela da população que depende do ir e vir para suas atividades a dignidade retirada há anos por gestões incompetentes.
O diálogo de Rafael Brito com o povo seguiu quando ele anunciou o fardamento completo, com a inclusão de tênis para os alunos da rede municipal de ensino. Isso causa inveja a outros gestores e irrita a oposição e seus adversários, naturalmente. Essas são as respostas que devem ser dadas à população.
No entanto, as últimas mensagens do prefeito de Timon nas redes sociais indicam que Rafael Brito tem caído na estratégia dos adversários e opositores — todos já identificados e que merecem, sim, ser ouvidos, mas não com a ênfase e a preocupação que lhes têm sido dispensadas nos últimos dias.
A estratégia dos adversários e opositores foi montada desde o dia em que perderam a eleição e vem sendo ampliada diante dos resultados alcançados até aqui pela gestão e pelas obras e articulações do prefeito.
As tentativas de descaracterização do governo sempre foram visíveis e, até então, vinham sendo enfrentadas com trabalho, arrojo e ações inéditas.
Não se trata de dizer que o prefeito e o governo não devam se importar com críticas. Elas servem para alertar sobre riscos e ajustar rumos em benefício da população. Porém, partir para o confronto direto com adversários e oposicionistas é entrar no jogo que eles desejam.
Quem aconselhou o prefeito a adotar esse confronto, a responder publicamente ou a se expor nas redes sociais — inclusive com decisões como registrar boletins de ocorrência — e a usar um espaço onde a população espera boas notícias para se defender de críticas ácidas e, muitas vezes, levianas, não contribui para o fortalecimento da gestão.
Esse movimento pode comprometer uma imagem que vinha sendo bem construída: a de um gestor firme, próximo da população, no diálogo direto, sem se colocar no mesmo patamar de quem, por vezes, busca apenas o embate.
Conviver com críticas e com a acidez dos questionamentos é inerente à vida pública. Homens públicos precisam estar preparados para lidar com isso, mesmo quando as críticas partem de interesses espúrios. Esse é o ônus de quem escolhe a vida pública com o propósito de servir e fazer o bem.
É isso. Atentai bem.
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