
Encontro nesta quinta-feira (24) vai discutir como diversidade e combate ao preconceito podem fazer parte do cotidiano da rede municipal
Fortalecer uma educação antirracista no cotidiano das escolas, com ações que estejam presentes desde a escolha de conteúdos e livros até os projetos desenvolvidos em sala de aula e a forma de acolher os estudantes. Essa é a proposta da formação continuada que a Prefeitura de Timon realiza nesta quinta-feira (24) com profissionais da rede municipal de ensino.
O encontro será realizado às 8h30, no Centro de Treinamento Prof. Wall Ferraz, e reunirá gestores, coordenadores pedagógicos e professores de História do 6º ao 9º ano para discutir currículo, diversidade e práticas que contribuam para enfrentar o racismo e o preconceito no ambiente escolar.
Com o tema “Gestão educacional e práticas pedagógicas antirracistas: descolonizando currículos e vivências na escola”, a programação terá palestra do professor mestre Flávio Berutti. A formação vai trabalhar reflexões e estratégias que possam ser incorporadas ao planejamento pedagógico e às atividades desenvolvidas ao longo do ano letivo.
Mestre em História Ibero-Americana, Berutti tem atuação voltada à educação para as relações étnico-raciais e ao ensino de História Afro-Brasileira e Indígena. Ele trabalha com formação continuada de professores e produção de materiais didáticos sobre o tema, além de ser autor e coautor de obras destinadas ao ensino da história e da cultura afro-brasileira, africana e indígena.
A formação vai trabalhar formas de levar essas discussões para o planejamento pedagógico e para as atividades desenvolvidas ao longo do ano letivo. É um evento que permite que professores e equipes gestoras revejam práticas, compartilhem experiências e encontrem formas de abordar a diversidade também por meio dos conteúdos apresentados aos alunos, dos materiais utilizados e das relações construídas dentro da escola.
Para a secretária municipal de Educação, Isadora Rodrigues, esse trabalho precisa chegar às atividades realizadas diariamente com os estudantes. “Falar de uma educação antirracista é falar de uma escola que respeita, reconhece e valoriza a diversidade que existe dentro da sala de aula. Precisamos que essas práticas estejam presentes no cotidiano das nossas escolas, nos projetos, nas atividades pedagógicas, nos livros que escolhemos, nas histórias que contamos e na forma como acolhemos cada estudante”, afirma.
A formação também busca fortalecer o papel dos profissionais da educação na identificação e no enfrentamento de situações de preconceito, além de ampliar a presença da diversidade no currículo e nas experiências proporcionadas aos estudantes. “Uma educação verdadeiramente inclusiva se constrói todos os dias. Educar também é combater o preconceito, valorizar as diversidades e construir uma sociedade mais justa”, acrescenta Isadora Rodrigues.








