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Vazio no ninho: meus filhos cresceram, e agora?

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Por Juliana Castelo

Ao nascer um bebê, nascem um pai e uma mãe. Amor, cuidado e proteção são palavras-chave na jornada de criar uma criança até que chegue a tão sonhada maturidade. Depois de curtir as fases de troca dos dentinhos, dos primeiros passos, cuidar dos machucados, lidar com as mudanças de humor da adolescência, até ouvir o “eu vou sozinho”, chega a hora de soltar as mãos dos filhos já adultos para o mundo. E agora?

Abrir mão de focar em si para se dedicar a eles é, sem dúvidas, uma missão e tanto. Mas quando crescem, tudo parece perder o sentido. Se identificou? A psicóloga da Hapvida NotreDame, Débora dos Santos, explica que esses sentimentos de saudade e até tristeza têm nome: a Síndrome do Ninho Vazio. “Acontece, na maioria das vezes, com as mães, que se sentem sozinhas sem ter os filhos por perto para cuidar. Já ouvi muitos relatos de mulheres acima dos 60 anos que se sentem desamparadas e sem saber o que fazer com tanto tempo livre”, afirma.

Afinal, quem é você sem os seus filhos? A psicóloga ressalta que aquelas metas traçadas durante a vida são muito valiosas para embarcar nessa nova fase sem deixar a tristeza dominar tudo. “Não pode ser só a meta familiar. Claro que a sua família é importante e os seus filhos também, mas você é a personagem principal da sua história. Não estar 100% vinculada às demandas do lar também é saudável, porque quando essa rotina familiar é mudada e você só foca nela, a sensação de desamparo é muito grande”, pontua a psicóloga.

Metas financeiras, profissionais, cognitivas, de relacionamentos… invista nas outras áreas da sua vida! “Quando temos outros objetivos e laços para além da família, com amigos, colegas de trabalho, parceiros amorosos, e demandas que não são apenas cuidar das crianças e da casa, o impacto quando algumas dessas metas mudam é menor”, orienta Débora.

Entender as fases dos filhos também ajuda a lidar melhor com a síndrome. “A independência é conquistada por eles desde criança. Quando saem para brincar e não respondem mais tanto aos chamados da mãe, por exemplo. Ao chegarem na adolescência, essa autonomia cresce também e se consolida na fase adulta. Por isso, lidar com cada momento de maneira saudável com a consciência de que as mudanças vão acontecer é essencial para a saúde mental dos pais”, finalizou a especialista.

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