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A difícil tarefa de união da oposição resvala também na estratégia que o governo já impôs

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Talvez essa cena não seja vista em 2020, mas talvez, também, essa união nem precise tanto.

Nos bastidores já  se tem noticia das conversas entre os candidatos de oposição em busca de uma composição  que melhor encante o eleitor e melhore os índices percentuais para chegar na frente no dia da eleição, 15 de novembro próximo.

Na oposição, sem os componentes principais que os governistas dispõem que são a troca de favores, benesses, privilégios da máquina pública e até  mesmo o financeiro eleitoral, a palavra mais ouvido é o entendimento, os compromissos futuros e a perspectiva de poder.

Mas para juntar todos os demais candidatos, que remam em canoas diferentes, com pensamentos diferentes e até interesses, num barco só, os principais articuladores sentem os entraves, até nas aproximações em diálogos e, quando se enfronham no quadro politico partidário, as coisas mudam de figura totalmente.

Existem propostas hoje, imaginem, de candidato que está abaixo, muito abaixo de números em pesquisas, que convidam o que está em situação de índice percentuais superiores para ocupar a vaga de vice na sua chapa.

É inimaginável que entenda que o voto de quem com percentuais acima de mim não sirva para que ele cresça mais ainda, mas sirva para que eu cresça na corrida eleitoral, desde que esse candidato me apoie e não o vice-versa. Dá para imaginar! Não dá!

Por isso, o governo, que estava em grande cautela, se resguardando com sua candidata, está nas ruas. Os governistas sabem da impossibilidade dos opositores legítimos e se unirem com seus adversários contra o (ele) governo e isso não é somente por conta da vontade própria dos opositores e adversários, mas a união resvala também na composição politica dos grupos que hoje dizem ser de oposição.

Os governistas sabem que uma união legítima da oposição com partidos que integram a base do governo estadual jamais acontecerá e esse é trunfo do governo.

Mas se hipoteticamente, digamos assim que os candidatos que estão na disputa pelas duas primeiras posições, no topo, vieram a se unir, o trunfo dos governistas é o de que pelo menos três partidos que fazem parte desta composição e estão na mesma linha de base no governo estadual não irão compor essa união futura.

Portanto, a oposição em sua legitimidade tem uma dificuldade iminente de compor com outras vertentes que estão na mesma linha, que apontam para ser contrário ao governo, mas que na hora mesmo do “pega pra capar”, como diz na gíria, quem vai dar as cartas é o governo central que tem a facilidade de romper qualquer ciclo opositor que venha se restabelecer, principalmente em cidade de grande porte que, com uma derrota do governo, possa iniciar o momento de retorno da oposição ao governo estadual.

Quem entende do atual quadro politico, sabe do que estamos falando.

É isso!

 

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