Isolamento social altera quadro glicêmico dos diabéticos tipo 2   

spot_img
Compartilhe:

Aumento do descontrole da diabetes durante a pandemia pode estar relacionado à má alimentação e falta de exercícios, explica nutricionista   

Uma pesquisa divulgada pela Associação Europeia para o Estudo da Diabetes (EASD em inglês) revelou que pessoas com diabetes tipo 1 tiveram maior controle e melhoraram os valores glicêmicos durante o isolamento social imposto em razão da pandemia da Covid-19 em 2020. Entretanto, os pacientes com diabetes tipo 2 tiveram piora do quadro glicêmico nesse período. Os especialistas creditam essa diferença pela forma como as individualidades de cada tipo se comportaram com a alimentação e a rotina durante o confinamento.   

A nutricionista e coordenadora do curso de Nutrição do UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau em Teresina, Crislane Costa, explica que há uma diferença cultural entre os tipos da doença, o que significa que cada paciente reagiu de maneira diferente quanto à rotina alimentar, o que interfere nas reações do organismo. “Quem tem a diabetes do tipo 1, geralmente crianças e adolescentes, consegue administrar melhor por terem auxílios mais impositivos e por saberem da agressividade da doença, que faz com que o indivíduo tenha um controle diário da glicemia. Mas os que têm o tipo 2 estão mais na fase adulta e têm interferências externas mais incisivas em negligenciar a alimentação, os exercícios físicos e o controle da glicemia. Aí voltamos sempre para a questão da alimentação. Descuidar desse detalhe é brincar com a saúde, principalmente para quem depende dela a fim de evitar os efeitos colaterais da má nutrição”, pontua Crislane.  

A professora também ressalta a necessidade da atenção dos pacientes nos cuidados complementares à dieta, uma vez que o controle da glicemia durante períodos restritivos foi bastante prejudicado pela falta de atividades físicas, por exemplo. Por esta razão, muitos médicos e profissionais da saúde perceberam alterações consideráveis nesse público, exigindo mais atenção às individualidades da diabetes. “Durante o isolamento, as pessoas adultas se entregaram ao sedentarismo. Enquanto as crianças e adolescentes, ainda que reduzido, conseguiam se movimentar em brincadeiras e atividades lúdicas. Mas os que têm a diabetes tipo 2, geralmente mais adultos, ficaram ociosos e, consequentemente, ganharam peso. Isso explica um pouco do que a pesquisa pontuou, uma vez que o desequilíbrio alimentar associado ao sedentarismo causa o descontrole da diabetes”, finaliza a nutricionista Crislane Costa.  

A grande maioria das pessoas com o tipo 2 da diabetes pode não perceber ou descuidar dos sintomas, sendo essencial a realização de exames preventivos com regularidade. Somando-se a isso, a UNINASSAU Teresina oferece atendimento nutricional para a comunidade, promovendo o apoio na complexidade que envolve a alimentação e promoção do bem-estar do paciente. Em razão do recesso acadêmico, a previsão do retorno dos atendimentos está prevista para o mês de março de 2022 na Clínica-Escola de Nutrição, localizada no prédio do Centro Universitário, Av. Jóquei Clube, nº 710.

Compartilhe:

Talvez você queira ler também

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Propaganda

spot_img

Propaganda

Relacionados

- Propaganda -spot_img
- Propaganda -spot_img

Últimas

No mesmo dia: Reeleitos, Lira e Pacheco rompem com Bolsonaro, mas deixam recado ao STF

Colunista do jornal "O Globo" avalia que o pior cenário para o Supremo seria a vitória de Rogério Marinho. Mas reeleição de Lira e...

Suspensa eficácia de norma que exigia quórum qualificado para aprovação de leis em Timon

Por unanimidade, o Órgão Especial do TJMA deferiu, em parte, medida cautelar em Adin, determinando quórum de maioria de votos para aprovação de matéria...

Deputados Estaduais tomam posse para 20ª legislatura da Assembleia Legislativa do Maranhão

Os deputados eleitos para a 20ª legislatura da Assembleia Legislativa do Maranhão foram empossados na manhã desta quarta-feira (1º), no Plenário Nagib Haickel. O...

Aumento do descontrole da diabetes durante a pandemia pode estar relacionado à má alimentação e falta de exercícios, explica nutricionista   

Uma pesquisa divulgada pela Associação Europeia para o Estudo da Diabetes (EASD em inglês) revelou que pessoas com diabetes tipo 1 tiveram maior controle e melhoraram os valores glicêmicos durante o isolamento social imposto em razão da pandemia da Covid-19 em 2020. Entretanto, os pacientes com diabetes tipo 2 tiveram piora do quadro glicêmico nesse período. Os especialistas creditam essa diferença pela forma como as individualidades de cada tipo se comportaram com a alimentação e a rotina durante o confinamento.   
A nutricionista e coordenadora do curso de Nutrição do UNINASSAU - Centro Universitário Maurício de Nassau em Teresina, Crislane Costa, explica que há uma diferença cultural entre os tipos da doença, o que significa que cada paciente reagiu de maneira diferente quanto à rotina alimentar, o que interfere nas reações do organismo. “Quem tem a diabetes do tipo 1, geralmente crianças e adolescentes, consegue administrar melhor por terem auxílios mais impositivos e por saberem da agressividade da doença, que faz com que o indivíduo tenha um controle diário da glicemia. Mas os que têm o tipo 2 estão mais na fase adulta e têm interferências externas mais incisivas em negligenciar a alimentação, os exercícios físicos e o controle da glicemia. Aí voltamos sempre para a questão da alimentação. Descuidar desse detalhe é brincar com a saúde, principalmente para quem depende dela a fim de evitar os efeitos colaterais da má nutrição”, pontua Crislane.  
A professora também ressalta a necessidade da atenção dos pacientes nos cuidados complementares à dieta, uma vez que o controle da glicemia durante períodos restritivos foi bastante prejudicado pela falta de atividades físicas, por exemplo. Por esta razão, muitos médicos e profissionais da saúde perceberam alterações consideráveis nesse público, exigindo mais atenção às individualidades da diabetes. “Durante o isolamento, as pessoas adultas se entregaram ao sedentarismo. Enquanto as crianças e adolescentes, ainda que reduzido, conseguiam se movimentar em brincadeiras e atividades lúdicas. Mas os que têm a diabetes tipo 2, geralmente mais adultos, ficaram ociosos e, consequentemente, ganharam peso. Isso explica um pouco do que a pesquisa pontuou, uma vez que o desequilíbrio alimentar associado ao sedentarismo causa o descontrole da diabetes”, finaliza a nutricionista Crislane Costa.  
A grande maioria das pessoas com o tipo 2 da diabetes pode não perceber ou descuidar dos sintomas, sendo essencial a realização de exames preventivos com regularidade. Somando-se a isso, a UNINASSAU Teresina oferece atendimento nutricional para a comunidade, promovendo o apoio na complexidade que envolve a alimentação e promoção do bem-estar do paciente. Em razão do recesso acadêmico, a previsão do retorno dos atendimentos está prevista para o mês de março de 2022 na Clínica-Escola de Nutrição, localizada no prédio do Centro Universitário, Av. Jóquei Clube, nº 710.