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Luciano Leitoa espalha informação falsa sobre afastamento de procuradora e desconhece direito básico do servidor público

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Desde que perdeu o comando político de Timon em 2024 para o atual prefeito Rafael Brito, o ex-prefeito Luciano Leitoa parece ter assumido nas redes sociais o papel de “professor de gestão”. O problema é que, na tentativa de atacar adversários, acaba cometendo erros básicos e disseminando informações falsas.
Ao publicar vídeo insinuando que a procuradora-geral do município, Amanda Waquim, teria sido “afastada” por conta da polêmica envolvendo os juros dos precatórios do FUNDEF, Luciano mais uma vez atropelou os fatos e preferiu a narrativa política à verdade.
Em contato com a Secretaria de Governo, a informação repassada ao blog é clara: a procuradora está apenas de férias, exercendo um direito garantido a qualquer servidor público.
A própria legislação municipal deixa isso explícito:
O artigo 122 determina:
“O servidor gozará por ano, obrigatoriamente, trinta dias consecutivos de férias, observada a escala previamente organizada.”
Ou seja, não houve afastamento político, exoneração ou qualquer manobra administrativa. Houve apenas o cumprimento da lei.
A Procuradoria Geral do Município é uma instituição séria e, desde a sua criação oficial em 2012, já passaram por ela diversos e grandes advogados timonenses e que atuam com liberdade e autonomia funcional, conforme as leis que os regulam.
O episódio revela algo preocupante: um ex-prefeito de dois mandatos, que deveria conhecer o funcionamento básico da administração pública, tenta transformar férias regulamentares em discurso com fins eleitorais para atacar pré-candidatos.
E pior: páginas e aliados reproduziram a narrativa sem qualquer checagem mínima de veracidade da informação.
Na ânsia de criar um factoide sobre os recursos dos precatórios do FUNDEF, Luciano acaba demonstrando desconhecimento sobre um direito elementar do servidor público.
A tentativa de criar suspeitas sobre a saída temporária da procuradora parece muito mais uma estratégia política para alimentar tensão entre professores e gestão municipal do que um compromisso real com a verdade dos fatos.
Em tempos de redes sociais, oposição é legítima. Mas informação falsa continua sendo informação falsa.
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