13º salário: saldo é opção para quitação de dívidas   

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Com o aumento da taxa Selic, o fôlego do salário extra pode aliviar bolso de quem opta por sanar dívidas     

Na última quinzena de novembro, os trabalhadores brasileiros recebem a primeira parte do 13º salário. O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) estima que 83 milhões de brasileiros serão beneficiados em 2021, injetando mais de R$232 bilhões na economia brasileira. Entretanto, especialistas alertam para a importância da quitação de dívidas com o saldo extra em conta.  

Atualmente, a taxa Selic, que é referência para todos os juros praticados no país, está em 7,75%. Ou seja, é muito importante que sejam quitadas as despesas que estão parceladas, evitando a cobrança indesejável, que são baseados pela Selic. A contadora e coordenadora do curso de Ciências Contábeis do UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau em Teresina, Elisa Barroso, reforça o alerta para a urgência em não criar campo para juros, uma vez que tendem a aumentar consideravelmente mês a mês. “Caso a pessoa tenha dívidas, é muito importante que utilize o valor extra recebido para quitá-las. Dessa forma, evita-se a inconveniência fiscal que pode surgir. Além disso, antecipando parcelas é possível também obter descontos, o que deixa o valor final ainda menor. Por isso, planejamento e controle de gastos são duas coisas que o devedor não pode perder de vista”, explica Elisa.  

Economistas acreditam que há a possibilidade dos juros da taxa Selic aumentarem em 2022, podendo chegar a 11,25% até o final do ano. Desta forma, Elisa reforça que a preparação da família para que não haja um novo endividamento é essencial nesse início de ano, pois um dinheiro a mais na conta pode dar a ilusão de saldo expansivo. “As promoções de fim de ano podem ser tentadoras, mas o foco em não criar novas dívidas precisa ser maior. Além disso, é importante que a família guarde o máximo possível para as novas contingências de 2022. E o começo de ano sempre traz o IPVA, o IPTU, o material escolar e matrículas em escolas e faculdades. O que puder ser pago à vista, pague, pois há descontos para quem não parcela as obrigações financeiras”, conclui Elisa Barroso.  

A disciplina com os gastos, a economia de valores para possíveis urgências e o pagamento de compras à vista podem ser a diferença entre estar em dia com banco e ser impedido de contrair novas dívidas, visto que lojistas acessam o SPC/Serasa, bancos de dados que reúnem o histórico de pagamentos dos consumidores brasileiros.

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