Como líder da oposição, Juarez Morais contesta reajuste de 5 % para servidor e diz que poucos serão beneficiados

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No projeto não consta o impacto dos 5 por cento nas finanças do município e o vereador disse ainda que não foram obedecidas os índices da inflação e do IPCA que regulam o salário mínimo que é de 10 por cento.

Há muito tempo não se via na Câmara um discurso contundente e dentro das linhas de oposição capaz de apresentar as contradições do governo e da situação e levar para um rumo de solução dos problemas como o que foi feito ontem, 22, pelo vice-líder de oposição Juarez Morais.

O vereador, no alto de sua experiência como legislador em seu terceiro mandato, contestou os pontos contraditórios do projeto de lei que a Prefeita Dinair Veloso, enviou a Casa  Legislativa com o pedido de urgência concedendo reajuste de 5 por cento aos servidores públicos municipais e que a base governista queria que entrasse em pauta sem discussão como se estivessem fazendo um grande favor aos servidores públicos municipais, que estão com seus salários  aviltados pela inflação e pelas últimas gestões que não tiveram uma politica de valorização da categoria.

“Nos temos que ter uma discussão bem mais ampla desse projeto. A inflação do município de 2021 ultrapassa 10 por cento, o índice do IPCA referente a 2021, que influencia diretamente no aumento do salário mínimo é  que equilibra a inflação ao salário para que o assalariado possa ter o poder de compra e, o IPCA também ultrapassa os 10 por cento. Por isso, temos que rediscutir esse projeto para ver como podemos avançar mais ainda, pois dentro do projeto não veio o impacto financeiro dos 5 por cento nas finanças do município”, orientou o vereador. Apesar disso, o vereador fez questão de ressaltar o envio do reajuste pelo Executivo, ressaltando que outras gestões não fizeram.

“Mas uma coisa me chama à atenção nesse projeto, quando se trata da questão do reajustes dos servidores, é que no artigo primeiro não entram agentes de endemias, professores, servidores efetivos que tem gratificação também não entram. Se formos pegar a categoria que vai ser beneficiada com o reajuste de 5 por cento diretamente é muito pequena, pois o maior quadro de efetivos que temos hoje é na Educação, é na Saúde, quem tem gratificação não vai receber. Portanto, quem vai ser diretamente beneficiada com esse reajuste? São poucos servidores efetivos, que na sua grande maioria, tem gratificação e não vai receber”, disse Juarez Morais.

O vereador também fez severas críticas ao líder da prefeita Ivan do Saborear, que em discurso chegou a dizer que se o reajuste não fosse aprovado ontem, da forma que está, os servidores não receberiam o mês de junho. “Não faça mais o que você fez aqui”, repreendeu Juarez o vereador Ivan. “Se a prefeitura não pagar os salários dos servidores do mês de junho, não tem nada ver com esse projeto e a culpa não é da oposição”, acrescentou Juarez.

Nesse vídeo com o discurso do vereador, como líder da oposição, Juarez Morais faz outras ponderações e contestações ao projeto de lei de reajuste do servidor efetivo municipal. Veja:

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No projeto não consta o impacto dos 5 por cento nas finanças do município e o vereador disse ainda que não foram obedecidas os índices da inflação e do IPCA que regulam o salário mínimo que é de 10 por cento.

Há muito tempo não se via na Câmara um discurso contundente e dentro das linhas de oposição capaz de apresentar as contradições do governo e da situação e levar para um rumo de solução dos problemas como o que foi feito ontem, 22, pelo vice-líder de oposição Juarez Morais. O vereador, no alto de sua experiência como legislador em seu terceiro mandato, contestou os pontos contraditórios do projeto de lei que a Prefeita Dinair Veloso, enviou a Casa  Legislativa com o pedido de urgência concedendo reajuste de 5 por cento aos servidores públicos municipais e que a base governista queria que entrasse em pauta sem discussão como se estivessem fazendo um grande favor aos servidores públicos municipais, que estão com seus salários  aviltados pela inflação e pelas últimas gestões que não tiveram uma politica de valorização da categoria. "Nos temos que ter uma discussão bem mais ampla desse projeto. A inflação do município de 2021 ultrapassa 10 por cento, o índice do IPCA referente a 2021, que influencia diretamente no aumento do salário mínimo é  que equilibra a inflação ao salário para que o assalariado possa ter o poder de compra e, o IPCA também ultrapassa os 10 por cento. Por isso, temos que rediscutir esse projeto para ver como podemos avançar mais ainda, pois dentro do projeto não veio o impacto financeiro dos 5 por cento nas finanças do município", orientou o vereador. Apesar disso, o vereador fez questão de ressaltar o envio do reajuste pelo Executivo, ressaltando que outras gestões não fizeram. "Mas uma coisa me chama à atenção nesse projeto, quando se trata da questão do reajustes dos servidores, é que no artigo primeiro não entram agentes de endemias, professores, servidores efetivos que tem gratificação também não entram. Se formos pegar a categoria que vai ser beneficiada com o reajuste de 5 por cento diretamente é muito pequena, pois o maior quadro de efetivos que temos hoje é na Educação, é na Saúde, quem tem gratificação não vai receber. Portanto, quem vai ser diretamente beneficiada com esse reajuste? São poucos servidores efetivos, que na sua grande maioria, tem gratificação e não vai receber", disse Juarez Morais. O vereador também fez severas críticas ao líder da prefeita Ivan do Saborear, que em discurso chegou a dizer que se o reajuste não fosse aprovado ontem, da forma que está, os servidores não receberiam o mês de junho. "Não faça mais o que você fez aqui", repreendeu Juarez o vereador Ivan. "Se a prefeitura não pagar os salários dos servidores do mês de junho, não tem nada ver com esse projeto e a culpa não é da oposição", acrescentou Juarez. Nesse vídeo com o discurso do vereador, como líder da oposição, Juarez Morais faz outras ponderações e contestações ao projeto de lei de reajuste do servidor efetivo municipal. Veja: