Dislexia: transtorno afeta quase 4% da população brasileira

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Especialistas afirmam que o diagnóstico da dislexia é realizado por observação e acompanhamento multidisciplinar    

 

A dislexia é um transtorno de aprendizagem que prejudica o desenvolvimento de habilidades, como a leitura, escrita e socialização. De acordo com o Instituto ABCD, organização sem fins lucrativos referência em dislexia no Brasil, cerca de 8 milhões de brasileiros têm a dislexia, representando quase 4% da população. Desta forma, profissionais de várias áreas alertam para a necessidade de compreensão do distúrbio a fim de que haja a percepção e diagnóstico dessa condição.  

Em sala de aula, os professores podem perceber algumas características do disléxico, como a falta de interesse pelo material didático, ansiedade ou abstração contínua, evidenciando a dificuldade de compreensão da leitura. Entretanto, a psicóloga e coordenadora de Psicologia da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau em Teresina, Dayane Arrais, afirma que o apoio interdisciplinar atinge melhores resultados, inclusive em casa, com a participação da família da criança.  “O público com esse transtorno tende a se relacionar de maneira diferente das demais, pois tem baixa autoestima, se sente ‘barrada’ durante a socialização, com medo de errar ou não ser aceita. Por isso, durante o diagnóstico da dislexia, um profissional psicólogo deve acompanhar esse atendimento multidisciplinar – pois envolve fonoaudiólogo, psicopedagogos e outros – juntamente com os pais e/ou responsáveis, uma vez que é preciso sabedoria na criação desses pequenos e pequenas”, pontua a psicóloga.  

Houve e ainda há um grande impasse para essas crianças com o distúrbio: o uso de máscara durante a fase de alfabetização. Isso por conta da necessidade da criança em ouvir, observar o movimento dos lábios e expressões durante a educação. É o que explica a pedagoga e professora de Pedagogia do Centro Universitário, Leila Medeiros, no que diz respeito à rotina no ambiente escolar. “Na fase pré-escolar, é bem comum nós professores observarmos dispersão, algum nível de atraso na fala, fraco desenvolvimento da coordenação motora, falta de atenção e de interesse em livros. Já maiorzinhos, a dificuldade de copiar as informações do quadro, dificuldade de desenhar, um vocabulário pobre e sentenças longas e vagas são mais comuns. Por isso, é essencial a presença de um psicopedagogo nas fases iniciais de escola. Só assim será possível a percepção e acompanhamento precoces, permitindo uma melhor qualidade de aprendizagem e de socialização dessa criança”, finaliza Leila.  

O tratamento da dislexia é possível e tem melhores resultados quando diagnosticada enquanto criança. Por isso, as características deste transtorno devem ser observadas e não confundidas, necessariamente, com preguiça ou falta de interesse. A Clínica-Escola de Psicologia da UNINASSAU Teresina pode ajudar com o apoio psicológico em casos como o da dislexia, além do apoio psicopedagógico. Os atendimentos acontecem no prédio da Instituição, na Av. Jóquei Clube, 710. Os interessados podem fazer o agendamento pelo número (86) 99987-5239.

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Em sala de aula, os professores podem perceber algumas características do disléxico, como a falta de interesse pelo material didático, ansiedade ou abstração contínua, evidenciando a dificuldade de compreensão da leitura. Entretanto, a psicóloga e coordenadora de Psicologia da UNINASSAU - Centro Universitário Maurício de Nassau em Teresina, Dayane Arrais, afirma que o apoio interdisciplinar atinge melhores resultados, inclusive em casa, com a participação da família da criança.  "O público com esse transtorno tende a se relacionar de maneira diferente das demais, pois tem baixa autoestima, se sente 'barrada' durante a socialização, com medo de errar ou não ser aceita. Por isso, durante o diagnóstico da dislexia, um profissional psicólogo deve acompanhar esse atendimento multidisciplinar - pois envolve fonoaudiólogo, psicopedagogos e outros - juntamente com os pais e/ou responsáveis, uma vez que é preciso sabedoria na criação desses pequenos e pequenas", pontua a psicóloga.  

Houve e ainda há um grande impasse para essas crianças com o distúrbio: o uso de máscara durante a fase de alfabetização. Isso por conta da necessidade da criança em ouvir, observar o movimento dos lábios e expressões durante a educação. É o que explica a pedagoga e professora de Pedagogia do Centro Universitário, Leila Medeiros, no que diz respeito à rotina no ambiente escolar. "Na fase pré-escolar, é bem comum nós professores observarmos dispersão, algum nível de atraso na fala, fraco desenvolvimento da coordenação motora, falta de atenção e de interesse em livros. Já maiorzinhos, a dificuldade de copiar as informações do quadro, dificuldade de desenhar, um vocabulário pobre e sentenças longas e vagas são mais comuns. Por isso, é essencial a presença de um psicopedagogo nas fases iniciais de escola. Só assim será possível a percepção e acompanhamento precoces, permitindo uma melhor qualidade de aprendizagem e de socialização dessa criança", finaliza Leila.  

O tratamento da dislexia é possível e tem melhores resultados quando diagnosticada enquanto criança. Por isso, as características deste transtorno devem ser observadas e não confundidas, necessariamente, com preguiça ou falta de interesse. A Clínica-Escola de Psicologia da UNINASSAU Teresina pode ajudar com o apoio psicológico em casos como o da dislexia, além do apoio psicopedagógico. Os atendimentos acontecem no prédio da Instituição, na Av. Jóquei Clube, 710. Os interessados podem fazer o agendamento pelo número (86) 99987-5239.