Enquanto o povo “desfila na lama”, prefeita Dinair paga mais de meio milhão de reais por cachê de bandas

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Moradora da Rua 9, bairro São Francisco, para chegar à sua casa percorre centenas de metros dentro da lama

O Zé Pereira de Timon 2023, que na sua versão atual é bancado com recursos públicos arrecadados dos bolsos contribuintes timonenses, vai pagar 540 mil reais de cachê para os cantores que se apresentarão nas duas noites de festa pré-carnavalesca na Avenida Piauí. Mas esse custo poderá chegar a cifras astronômicas com cálculos estimados em mais de 2 milhões reais, incluídos arquibancadas, camarotes, estrutura de iluminação e outras despesas inerentes à logística de festas em locais abertos e sem as devidas estruturas adequadas. Tudo tem que ser feito no local e isso aumenta muito o custo da festa para o município, diz um empresário promotor de festa em Teresina opinando sobre essa grande operação montada com o dinheiro público.

O evento, que até 2012 tinha iniciativa da Prefeitura de Timon, mas que as contratações das bandas ficavam à cargo dos blocos Gaiola das Loucas, Love e Dipileque, que vendiam seus abadás para o público para custear os artistas e a prefeitura entrava somente com a estrutura, mudou dessa versão para a atual, com dispêndio de todo recurso da festa, a partir de 2013.

A Prefeitura de Timon, que apesar de ser considerada a terceira maior do Estado, não têm recursos suficientes para manter os serviços essências e necessita além do aporte de recursos do Fundo de Participação, de recursos do governo federal e de emendas parlamentares para socorrer seus munícipes, mesmo assim, a atual gestão faz um dispêndio de recursos de mais de meio milhão para a festa.

Enquanto isso, áreas da cidade, que durante o verão são compromissadas com obras simples de colocação de sarjetas, construção de galerias e outras para conter águas pluviais que inundam ruas, destroem casas e desabrigam as os moradores ficam sem esses recursos em detrimento da festa que acontece em pleno inverno.

E enquanto alguns se esbaldam com o dinheiro público com os novos e antigos ritmos dos carnavais e se despreocurarem com as recomendações de contágio do novas variantes da covid, moradores de Timon tem que enfrentarem a lama dentro e fora de casa, como ocorreu na chuva da madrugada de hoje em vários bairros de Timon.

Para passearem no corredor da folia Bell Marques embolsará 350 mil, Ricardo Chaves 110 mil e o Poeta, 80 mil reais. Ainda não foi divulgado qual o valor que as bandas locais irão receber da Prefeitura de Timon.

 

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