IBGE: Expectativa de vida masculina chega aos 72 anos em 2022  

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“Apesar de ter aumentado em 7 anos, os homens ainda vivem menos quando comparado às mulheres por, principalmente, falta de prevenções”, explica especialista  

Em 2022, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) relatou que a expectativa de vida da população masculina chegou a 72,2 anos e a feminina atingiu 79,3. No Brasil, a mortalidade do público masculino é maior em quase todas as faixas etárias, denotando, segundo especialistas, a falta de políticas públicas focadas nos homens, além do preconceito e ignorância por parte dos próprios pacientes como causas de mortes ou complicações prematuras. Assim, profissionais da saúde reforçam a importância da conscientização contínua, dentro e fora de casa. 

Em pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), na faixa etária de 12 a 18 anos, 30% das meninas já iam às consultas médicas, contra 1% dos meninos. Para a coordenadora do curso de Enfermagem do UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau Teresina, Mauryane Lopes, as estatísticas apontam que a qualidade de vida entre os sexos se diferencia pelas instruções realizadas desde a adolescência, quando as meninas vão ao ginecologista e os rapazes não recebem o estímulo para a procura de um urologista. “É muito raro vermos pais indo ao urologista e levando seus filhos. A maior atenção do sexo masculino só acontece, geralmente, quando já estão com sintomas avançados. Com as meninas, a tradição já vem desde a adolescência, desde a menarca, a primeira menstruação. Então, há um conjunto de fatores que levam a maior expectativa de vida da mulher, pois temos a questão sociocultural. Em sociedade, os rapazes são educados a serem fortes, não demonstrarem fraqueza, dúvida ou doença. E, apesar de ter aumentado em 7 anos, os homens ainda vivem menos quando comparado às mulheres por, principalmente, falta de prevenções. Logo, consequências dessa alienação chegam em algum momento”, explica a professora.  

Já em idade adulta, 31% dos homens não costumam se consultar. O Ministério da Saúde também relata que destes, 55% afirmam não ser necessário ir ao médico. A enfermeira Mauryane Lopes ainda reforça que, em razão dessa negligência, diversas doenças podem surgir e não serem descobertas por não realizarem os exames regulares e, por consequência, não tratadas corretamente. “É preciso ter essa regularidade aos serviços de saúde. Sem ir ao médico, não se descobre uma doença. Caso esteja doente, não se trata precocemente. Sem o tratamento precoce, a possibilidade de óbito aumenta exponencialmente. Então, precisa ser feito um reforço da conscientização enquanto jovens. Já percebemos os homens acima de 50 anos indo mais ao médico. Por quê? Porque já compreenderam que um câncer de próstata pode ser prevenido. Vive mais e melhor quem preza por sua saúde”, finaliza Mauryane. 

A adoção de um comportamento preventivo mais frequente, aliada aos hábitos alimentares saudáveis, com prática de exercícios físicos e a renúncia ao tabagismo, tem um relevante impacto positivo no bem-estar do paciente. Profissionais da saúde orientam que as consultas devem acontecer de dois em dois anos ou conforme necessário por orientação médica. Por Ricardo Mousinho, da Assessoria Uninassau.

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Em pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), na faixa etária de 12 a 18 anos, 30% das meninas já iam às consultas médicas, contra 1% dos meninos. Para a coordenadora do curso de Enfermagem do UNINASSAU - Centro Universitário Maurício de Nassau Teresina, Mauryane Lopes, as estatísticas apontam que a qualidade de vida entre os sexos se diferencia pelas instruções realizadas desde a adolescência, quando as meninas vão ao ginecologista e os rapazes não recebem o estímulo para a procura de um urologista. “É muito raro vermos pais indo ao urologista e levando seus filhos. A maior atenção do sexo masculino só acontece, geralmente, quando já estão com sintomas avançados. Com as meninas, a tradição já vem desde a adolescência, desde a menarca, a primeira menstruação. Então, há um conjunto de fatores que levam a maior expectativa de vida da mulher, pois temos a questão sociocultural. Em sociedade, os rapazes são educados a serem fortes, não demonstrarem fraqueza, dúvida ou doença. E, apesar de ter aumentado em 7 anos, os homens ainda vivem menos quando comparado às mulheres por, principalmente, falta de prevenções. Logo, consequências dessa alienação chegam em algum momento”, explica a professora.  
Já em idade adulta, 31% dos homens não costumam se consultar. O Ministério da Saúde também relata que destes, 55% afirmam não ser necessário ir ao médico. A enfermeira Mauryane Lopes ainda reforça que, em razão dessa negligência, diversas doenças podem surgir e não serem descobertas por não realizarem os exames regulares e, por consequência, não tratadas corretamente. “É preciso ter essa regularidade aos serviços de saúde. Sem ir ao médico, não se descobre uma doença. Caso esteja doente, não se trata precocemente. Sem o tratamento precoce, a possibilidade de óbito aumenta exponencialmente. Então, precisa ser feito um reforço da conscientização enquanto jovens. Já percebemos os homens acima de 50 anos indo mais ao médico. Por quê? Porque já compreenderam que um câncer de próstata pode ser prevenido. Vive mais e melhor quem preza por sua saúde”, finaliza Mauryane. 
A adoção de um comportamento preventivo mais frequente, aliada aos hábitos alimentares saudáveis, com prática de exercícios físicos e a renúncia ao tabagismo, tem um relevante impacto positivo no bem-estar do paciente. Profissionais da saúde orientam que as consultas devem acontecer de dois em dois anos ou conforme necessário por orientação médica. Por Ricardo Mousinho, da Assessoria Uninassau.