Número de veganos e vegetarianos quase dobrou em seis anos 

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“Ao se abster das carnes, é imprescindível a substituição por opções vegetais saudáveis”, explica nutricionista 

A última pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), em 2018, aponta cerca de 30 milhões de brasileiros se identificando como vegetarianos. O número representa um crescimento de 75% em relação a 2012, quando cerca de 15 milhões de pessoas havia mencionado a dieta sem proteína animal. Sobre a saúde nutricional desse público, especialistas afirmam que é possível a alimentação rica e saudável, necessitando apenas um acompanhamento com profissionais.

O senso comum pode, muitas vezes, descrever a alimentação sem carne como deficiente, sem sabor ou onerosa. Entretanto, a coordenadora do curso de Nutrição da UNINASSAU Redenção, em Teresina, Conceição Carvalho, ressalta que muitos mitos rodeiam o vegetarianismo e são reproduzidos por falta de informação. Segundo a nutricionista, um plano alimentar sem as proteínas animais, sendo bem planejada e variada, é capaz de suprir todos os nutrientes necessários à saúde humana. “A alimentação vegana ou vegetariana tem ganhado cada vez mais seguidores, seja por opção, por questões de saúde ou de posicionamento ideológico. Para além disso, é totalmente possível que os adeptos à essa dieta tenham uma realidade nutricional saudável. Por exemplo, há pessoas não-veganas seguindo uma alimentação desregrada e com bastante déficit nutricional, enquanto um vegano pode ter bem mais saúde, com ingestão suficiente de nutrientes de fontes vegetais, sem ter baixas de ferro e cálcio. Logo, o essencial é o conhecimento e acompanhamento nutricional adequados”, explicou a nutricionista.

Ainda de acordo com a especialista, a adequação dos pratos é uma questão de prática, uma vez que proteínas, vitaminas e minerais podem ser encontrados em bases vegetais. Conceição relaciona opções como a quinoa e o feijão como fontes de ferro e proteínas, respectivamente. “Ao se abster das carnes, é imprescindível a substituição das proteínas animais por opções vegetais saudáveis, analisando as fontes de aminoácidos e nutrientes antes encontrados na alimentação não-vegana. Como dica, eu sugiro a quinoa, rica em ferro; o grão de bico e lentilhas, com as fibras; além do feijão, abundante em proteínas, aminoácidos e sais minerais. Os vegetais verdes-escuros, frutas e sementes vêm como fonte de cálcio, uma vez que o leite de vaca ou cabra não estão no cardápio”, finalizou.

Antes de iniciar uma dieta, seja copiando de modelos prontos na internet ou mesmo excluindo alguma fonte de proteína da rotina, é importante a consulta com um profissional da nutrição ou médico nutrólogo. Alimentação sem orientação nutricional pode causar deficiência no organismo e trazer consequências ao bem-estar do paciente. Desta forma, a UNINASSAU Redenção oferece atendimento nutricional na Clínica-Escola da Faculdade. Os interessados podem ligar ou mandar mensagens pelo WhatsApp para o número (86) 3194-1819 e solicitar um agendamento. A Clínica-Escola está localizada dentro da Faculdade, na Rua Dr. Otto Tito, nº 1771, em frente ao HUT.

Por Ricardo Mousinho, da Uninassau.

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A última pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), em 2018, aponta cerca de 30 milhões de brasileiros se identificando como vegetarianos. O número representa um crescimento de 75% em relação a 2012, quando cerca de 15 milhões de pessoas havia mencionado a dieta sem proteína animal. Sobre a saúde nutricional desse público, especialistas afirmam que é possível a alimentação rica e saudável, necessitando apenas um acompanhamento com profissionais.
O senso comum pode, muitas vezes, descrever a alimentação sem carne como deficiente, sem sabor ou onerosa. Entretanto, a coordenadora do curso de Nutrição da UNINASSAU Redenção, em Teresina, Conceição Carvalho, ressalta que muitos mitos rodeiam o vegetarianismo e são reproduzidos por falta de informação. Segundo a nutricionista, um plano alimentar sem as proteínas animais, sendo bem planejada e variada, é capaz de suprir todos os nutrientes necessários à saúde humana. "A alimentação vegana ou vegetariana tem ganhado cada vez mais seguidores, seja por opção, por questões de saúde ou de posicionamento ideológico. Para além disso, é totalmente possível que os adeptos à essa dieta tenham uma realidade nutricional saudável. Por exemplo, há pessoas não-veganas seguindo uma alimentação desregrada e com bastante déficit nutricional, enquanto um vegano pode ter bem mais saúde, com ingestão suficiente de nutrientes de fontes vegetais, sem ter baixas de ferro e cálcio. Logo, o essencial é o conhecimento e acompanhamento nutricional adequados", explicou a nutricionista.
Ainda de acordo com a especialista, a adequação dos pratos é uma questão de prática, uma vez que proteínas, vitaminas e minerais podem ser encontrados em bases vegetais. Conceição relaciona opções como a quinoa e o feijão como fontes de ferro e proteínas, respectivamente. "Ao se abster das carnes, é imprescindível a substituição das proteínas animais por opções vegetais saudáveis, analisando as fontes de aminoácidos e nutrientes antes encontrados na alimentação não-vegana. Como dica, eu sugiro a quinoa, rica em ferro; o grão de bico e lentilhas, com as fibras; além do feijão, abundante em proteínas, aminoácidos e sais minerais. Os vegetais verdes-escuros, frutas e sementes vêm como fonte de cálcio, uma vez que o leite de vaca ou cabra não estão no cardápio", finalizou.
Antes de iniciar uma dieta, seja copiando de modelos prontos na internet ou mesmo excluindo alguma fonte de proteína da rotina, é importante a consulta com um profissional da nutrição ou médico nutrólogo. Alimentação sem orientação nutricional pode causar deficiência no organismo e trazer consequências ao bem-estar do paciente. Desta forma, a UNINASSAU Redenção oferece atendimento nutricional na Clínica-Escola da Faculdade. Os interessados podem ligar ou mandar mensagens pelo WhatsApp para o número (86) 3194-1819 e solicitar um agendamento. A Clínica-Escola está localizada dentro da Faculdade, na Rua Dr. Otto Tito, nº 1771, em frente ao HUT. Por Ricardo Mousinho, da Uninassau.