Vacina contra varíola dos macacos deve chegar até setembro  

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Especialistas recomendam a continuidade do uso de máscaras e atenção redobrada aos sintomas da doença  

 A varíola dos macacos (VM), também chamada de “Monkeypox”, é uma doença viral e endêmica na África Central e Ocidental. No entanto, o primeiro caso do vírus no Brasil foi relatado no dia 09 de junho, no estado de São Paulo. Mesmo com a previsão da chegada de imunizantes no final de agosto, as doses serão direcionadas, inicialmente, aos profissionais de saúde. Desta forma, pesquisadores explicam que, até que haja a disponibilidade da vacina para a sociedade em geral, a prevenção torna-se a melhor alternativa. 

A professora do curso de Biomedicina da Faculdade UNINASSAU Redenção, em Teresina, Michely Moura, aponta a imunização como complemento de um processo mais complexo, que se soma à utilização de máscaras e higienização de mãos, por exemplo. Assim, a biomédica reforça a necessidade do cuidado contínuo e intensificado para evitar a doença chegando a mais pessoas. “Esse vírus transita por meio de saliva, gotas respiratórias e contato com lesões e fluidos. Vale ressaltar que os estudos nos mostram o vírus da varíola dos macacos com semelhanças ao da varíola humana e a vacina desenvolvida contra a doença se mostrou eficaz para ambas as doenças. Entretanto, desde a década de 80 não se realiza a imunização com vacina da varíola. Logo, enquanto novos estudos não forem finalizados, a vacina para varíola humana não é totalmente indicada e nem substitui a nova em andamento”, pontua Michely. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o risco da propagação para público em geral é considerado baixo. Mas, caso haja a infecção, a Organização orienta o monitoramento por um período de 21 dias, além de evitar o compartilhamento de utensílios e reforçar a higiene das mãos com água e sabão e/ou álcool gel. Em relação à medicação para tratamento, Michely conta que há um antiviral pronto para chegar ao país. “Felizmente, temos uma vacina em rota de entrega. Mas, antes da imunização acontecer de fato, teremos uma lacuna de tempo e, por isso, a prevenção ainda é a melhor alternativa. Ainda no começo deste mês de agosto, o Ministério da Saúde informou que receberá um antiviral de nome Tecovirimat para agir contra o surto da VM e deverá ser utilizado em casos mais graves. Logo, importante frisar e reforçar a utilização da máscara em grandes aglomerações como procedimento bastante salutar”, finalizou Michely Moura. 

O Ministério da Saúde espera o primeiro lote com 20 mil doses do imunizante para o final do mês de agosto. O segundo lote, com 30 mil doses, tem previsão de chegada nos primeiros dias de setembro. A respeito dos sinais da VM, a OMS faz o alerta dos sintomas que requerem atenção, como febre, dor no corpo, manchas, pequenas lesões sólidas ou bolhas com pus. Nestes casos, o paciente deve procurar atendimento médico em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).   Por Ricardo Mousinho, da Assessoria Uninassau.

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 A varíola dos macacos (VM), também chamada de “Monkeypox”, é uma doença viral e endêmica na África Central e Ocidental. No entanto, o primeiro caso do vírus no Brasil foi relatado no dia 09 de junho, no estado de São Paulo. Mesmo com a previsão da chegada de imunizantes no final de agosto, as doses serão direcionadas, inicialmente, aos profissionais de saúde. Desta forma, pesquisadores explicam que, até que haja a disponibilidade da vacina para a sociedade em geral, a prevenção torna-se a melhor alternativa. 

A professora do curso de Biomedicina da Faculdade UNINASSAU Redenção, em Teresina, Michely Moura, aponta a imunização como complemento de um processo mais complexo, que se soma à utilização de máscaras e higienização de mãos, por exemplo. Assim, a biomédica reforça a necessidade do cuidado contínuo e intensificado para evitar a doença chegando a mais pessoas. “Esse vírus transita por meio de saliva, gotas respiratórias e contato com lesões e fluidos. Vale ressaltar que os estudos nos mostram o vírus da varíola dos macacos com semelhanças ao da varíola humana e a vacina desenvolvida contra a doença se mostrou eficaz para ambas as doenças. Entretanto, desde a década de 80 não se realiza a imunização com vacina da varíola. Logo, enquanto novos estudos não forem finalizados, a vacina para varíola humana não é totalmente indicada e nem substitui a nova em andamento”, pontua Michely. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o risco da propagação para público em geral é considerado baixo. Mas, caso haja a infecção, a Organização orienta o monitoramento por um período de 21 dias, além de evitar o compartilhamento de utensílios e reforçar a higiene das mãos com água e sabão e/ou álcool gel. Em relação à medicação para tratamento, Michely conta que há um antiviral pronto para chegar ao país. “Felizmente, temos uma vacina em rota de entrega. Mas, antes da imunização acontecer de fato, teremos uma lacuna de tempo e, por isso, a prevenção ainda é a melhor alternativa. Ainda no começo deste mês de agosto, o Ministério da Saúde informou que receberá um antiviral de nome Tecovirimat para agir contra o surto da VM e deverá ser utilizado em casos mais graves. Logo, importante frisar e reforçar a utilização da máscara em grandes aglomerações como procedimento bastante salutar”, finalizou Michely Moura. 

O Ministério da Saúde espera o primeiro lote com 20 mil doses do imunizante para o final do mês de agosto. O segundo lote, com 30 mil doses, tem previsão de chegada nos primeiros dias de setembro. A respeito dos sinais da VM, a OMS faz o alerta dos sintomas que requerem atenção, como febre, dor no corpo, manchas, pequenas lesões sólidas ou bolhas com pus. Nestes casos, o paciente deve procurar atendimento médico em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).   Por Ricardo Mousinho, da Assessoria Uninassau.