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Dia Nacional da Imunização: MA tem uma das menores coberturas vacinais do Brasil

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Por Juliana Castelo.

A falta de vacinação contra doenças transmissíveis representa um risco significativo para a saúde individual e coletiva da população. De acordo com um levantamento realizado pelo DataSus, o Maranhão apresenta, em 2023, uma das menores coberturas vacinais do país, registrando apenas 42,76%. Por isso, neste Dia Nacional da Imunização, é essencial lembrar que um dos principais riscos é que doenças anteriormente controladas ou erradicadas voltem a surgir.

A professora e coordenadora do curso de Biomedicina do Centro Universitário Estácio São Luís, Raquel Pontes, destaca a importância do imunizante também em nível nacional e até mundial. “Recentemente tivemos a problemática da pandemia da Covid-19, e ficou evidente a importância da vacina para nós. Ela protege a população contra várias doenças, como o sarampo, coqueluche e poliomielite, que eram erradicadas, mas que já observamos um retorno”, afirma.

Esse ressurgimento de doenças evitáveis através da vacinação ainda aumenta a carga sobre os sistemas de saúde. Mais casos levam a uma maior demanda por atendimento médico, hospitalizações e uso de recursos, podendo sobrecarregar hospitais e profissionais de saúde.

A profissional ressalta que o medo da agulha deve ser desmistificado para que a consciência pela vacinação seja maior. “Principalmente nas crianças que têm medo. Os pais têm um papel fundamental no incentivo da vacinação para os filhos, é um gesto de amor que terá impacto ao longo da vida. Quem não se vacina está desprotegido e prejudica, ainda, a saúde de quem está próximo”, enfatiza.

Indivíduos que não podem ser vacinados devido a problemas de saúde, idade (como bebês muito jovens) ou alergias estão em alto risco quando a comunidade não é vacinada. A imunidade coletiva, obtida quando uma grande parte da população é vacinada, protege essas pessoas ao reduzir a transmissão da doença na comunidade. “Por isso, é crucial compreender que a imunização não é apenas uma escolha individual, mas também uma responsabilidade coletiva para proteger a saúde da sociedade como um todo”, conclui a professora.

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