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Apresentando a ‘riqueza simbólica’ do Maranhão através das memórias ferroviárias, as fachadas do Centro Histórico de São Luís serão tomadas por uma programação inédita de arte, cultura, música e história, entre os dias 22 e 23 de maio, com a chegada da 1ª ‘Mostra de Imagem em Movimento’ – MAPA.
Colorindo o Centro Histórico com videoartes, leituras diversas e a relação da memória com o território, o MAPA projeta as histórias de comunidades que atravessam a Estrada de Ferro Carajás (EFC), localizada à noroeste do estado. Revisitando tradições populares, os retratos regionais estão em diálogo com cinco artistas do próprio Maranhão.
O fio condutor das narrativas ficou a cargo de Acaique, Dinho Araújo, Inke, Ramusyo Brasil e Silvana Mendes, artistas que compõem o eixo ‘Maranhão’ do MAPA. Em meio às experiências a bordo do trem e às histórias que germinam ao redor do traçado ferroviário, o MAPA apresenta uma coleção de fotografias, pinturas digitais, colagens e videoartes, diante de uma perspectiva inédita.
“Sou da região de Cocais, eu nasci e cresci em Coroatá (centro-leste do Maranhão). Essa é uma cidade que é dividida pela linha de trem. Eu era fascinada, quando criança, em ficar sentada perto, no mato, observando os homens que trabalhavam dentro desse trem de carga”, explica Acaique, que integra o time de artistas do eixo Maranhão.
“Se você tira a identidade de um povo, você transforma ele em qualquer coisa que você quiser. Quando o trabalho é pautado dentro desse lugar, ele é importante nessa manutenção, nesse resgate e nessa pontuação onde a memória é uma construção coletiva e pessoal essencial para a manutenção e criação da nossa identidade”, comenta Silvana Mendes.© Veja Timon | Todos os Direitos Reservados | Desenvolvido por: Fábio Santos








